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Adultos voltam a usar chupeta e especialistas alertam para ação de pedófilos

Em entrevista ao Conversa Paralela, pedagogas alertam que inverter papéis entre crianças e adultos abre caminho para a normalização e o avanço da pedofilia.

Por
Redação Brasil Paralelo
Publicado em
Adultos de chupeta
Fonte da imagem: South China Morning Post

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Nos últimos dias, o influenciador Felca chamou atenção para um problema que ele define como “adultização infantil”. A exposição precoce de crianças a conteúdos, roupas e comportamentos sexualizados.

No entanto, enquanto alguns adultos tentam transformar crianças em “mini adultos”, um fenômeno inverso também preocupa as pedagogas Vitória Dias e Victória Marcondes.

Trata-se da infantilização de adultos e de como essa prática pode ser usada para promover a pedofilia.

  • Entenda, em apenas 15 minutos, a denúncia de Felca que expôs uma rede de exploração e adultização infantil. Assista agora no canal da Brasil Paralelo.

A febre das chupetas

Na China, uma nova moda tem prometido acalmar o estresse: chupetas para adultos. Vendidas em lojas online por valores que variam de R$7,57 a R$378,70.

Elas são maiores que as versões infantis e vêm em diversas cores. Alguns vendedores afirmam comercializar mais de 2.000 unidades por mês, anunciando o acessório como solução para ansiedade, insônia e até para ajudar fumantes a largar o cigarro.

Usuários relatam sentir “segurança” e “conforto psicológico” ao usá-las, especialmente em momentos de tensão.

Para o psicólogo Zhang Mo: “A solução real não é se tratar como criança, mas encarar e resolver o problema”.

Quando o comportamento vira fetiche

Em entrevista ao podcast Conversa Paralela, as pedagogas Vitória Reis e Victoria Marcondes abordaram uma prática mais controversa.

Segundo elas, essa prática vai além de um hábito inofensivo para aliviar o estresse.

O fenômeno é chamado de AG Play (Adult Baby/Diaper Lover). Segundo as pedagogas, trata-se de uma comunidade de adultos que, fora do expediente de trabalho, vestem fraldas, usam mamadeiras e frequentam “creches” virtuais.

Em alguns casos, essas fantasias são associadas a práticas sexuais..

Durante a conversa, Vitória Reis afirmou:

“O que é isso senão a normalização da pedofilia? Você se colocar como uma criança é terrível. Agora, daí para pular para ser com a própria criança… é um passo.”

Elas também apontaram que essa situação já havia sido prevista pelo professor Olavo de Carvalho.

“Olavo de Carvalho alertava desde 2015 que a estratégia de certos movimentos seria normalizar a pedofilia, primeiro classificando-a como doença, em vez de crime. Segundo ele, o discurso inicial apresenta a pedofilia como uma patologia, sugerindo tratamento, com apoio de alguns jornais e jornalistas que reforçam essa visão. Posteriormente, segundo sua análise, criticar a pedofilia como doença passa a ser tratado como crime, enquanto o movimento busca normalizá-la, promovendo-a como orientação sexual”.

As especialistas apontam que  esse tipo de comportamento, quando erotizado, contribui para que se perca a sensibilidade a respeito da infância e seus hábitos. 

Nele, elementos da infância passam a ser incorporados a contextos adultos e sexuais. Aos poucos, isso vai “normalizando”, práticas que envolvam menores, ou seja reduzindo o choque e a rejeição da sociedade a práticas ilícitas ou inadequadas

 Na China, a chupeta para adultos é vendida como um simples instrumento de relaxamento.

No Brasil, especialistas alertam que a linha entre nostalgia e fetiche pode ser tênue e, quando ultrapassada, deixa de ser uma excentricidade para se tornar um problema de saúde mental e um risco para as crianças. 

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Um alerta contra o abuso infantil

A participação de Vitória Reis e Victoria Marconi no podcast da Brasil Paralelo alerta para as diferentes formas de abuso e como proteger as crianças.

Além disso, outros temas relevantes são abordados na conversa, ajudando os pais a se manterem atentos e vigilantes quanto à segurança dos filhos.

O episódio completo está disponível no canal da Brasil Paralelo no YouTube.

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