Devido ao lançamento da série A Sétima Arte, não teremos os programas diários nessa semana. Retornaremos com a programação normal no dia 01 de novembro.

Quem é Olavo de Carvalho?

Redação Brasil Paralelo
Redação Brasil Paralelo

Quem é realmente Olavo de Carvalho? Basta dizer esse nome para que, hoje em dia, as pessoas reajam imediatamente com admiração ou repulsa. O que ele fez para causar efeitos tão drásticos e distintos?

Este artigo é um pequeníssimo resumo da biografia de Olavo de Carvalho, para que se conheça um pouco de sua trajetória e pensamento.

Para conhecer mais sobre alguns temas dele que são populares, leia os artigos sobre: 12 camadas da personalidade, necrológio, paralaxe cognitiva e teoria dos 4 discursos.

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A vida de Olavo de Carvalho

Quem é Olavo de Carvalho?

Olavo Luiz Pimentel de Carvalho é professor, filósofo, escritor, ensaísta e jornalista brasileiro. Nasceu em Campinas, São Paulo, a 29 de abril de 1947. Atualmente, está com 74 anos de idade e é autor de dezenas de livros, mais de 40 mil páginas de apostilas de mais de 44 cursos, milhares de artigos e é autor do maior curso de filosofia do país: COF (Curso Online de Filosofia).

Esse seu curso já contém mais de 560 aulas, contabilizando também milhares de horas de conteúdo.

Segundo ele mesmo, seus cursos são os únicos realmente formadores de profissionais de alto nível no país, superiores às graduações de humanas de qualquer universidade.

Ele é casado com a Filósofa Roxane Carvalho e tem 8 filhos.

É chamado de pai da direita no Brasil. Embora rejeite tal título, sabe que fez muito pela direita no país. Ele acredita que a democracia envolve o rodízio dos poderes e que a esquerda pretende ter a hegemonia no poder.

Olavo de Carvalho continua lecionando e publicando conteúdo diariamente. Como passatempo, atira usando uma arma austríaca de caça dos anos 60, Steyr-Mannlicher, além de assistir filmes e séries na Amazon.

Atualmente, ele é o maior polemista brasileiro, mas como tudo começou?

Estudos independentes

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Olavo de Carvalho tornou-se autodidata bem jovem, ou seja, buscou o conhecimento por conta própria, sem ser dependente do conteúdo escolar passado pelos professores regulares das instituições.

Aprendeu sozinho na companhia dos livros e também por meio de conversas com outros intelectuais brasileiros com quem teve contato.

Infância e adolescência de Olavo de Carvalho

Aos dois anos de idade, saiu de Campinas. Na cidade de São Paulo, morou no bairro do Glicério, perto da Praça da Sé.

Seu pai, Luiz Gonzaga de Carvalho, separou-se de sua esposa quando Olavo tinha aproximadamente oito anos. Quando morreu, Olavo ainda era adolescente.

Sua mãe, Nicéa Pimentel de Carvalho, era operária da indústria gráfica e era muito pobre. Morreu aos 99 anos, após uma queda no banheiro seguida de fratura.

Não era filho único, tinha também um irmão e juntos cuidaram da mãe. Tanto ela quanto o pai foram referenciados como sendo muito bons, pessoas excelentes.

Mesmo sendo criado na pobreza e em um bairro com semi-analfabetos, aos 14 anos de idade, Olavo de Carvalho já se dedicava à alta literatura. Nessa idade, já tinha lido, por exemplo, a obra completa de Dostoievski.

Ele se recorda de se recusar a ler alguns autores brasileiros indicados no colégio, porque já estava lendo Goethe, autor que descobriu a partir da leitura de Os sofrimentos do jovem Werther.

Autonomamente, formou seu gosto literário por meio da grande literatura mundial. Sendo apenas um adolescente, já tinha lido Dante, Tolstoy, Shakespeare e outros.

Como queria estudar assuntos mais profundos, deixou a escola, onde os professores, segundo afirmou, sequer acompanhavam seu nível. Abandonou o colégio na “4ª série do ginásio”, equivalente à oitava série do ensino fundamental.

O envolvimento de Olavo com o Comunismo

Como se interessava por política desde novo, aos 19 anos filiou-se ao Partido Comunista Brasileiro, em 1966. Aos 21, abandonou sua filiação ao comunismo, em 1968. Durante o Regime Militar, foi opositor. Adulto, percebeu por que o socialismo não funciona.  

Olavo estima que o primeiro livro marxista que leu foi uma antologia organizada por um francês, uma coletânea de vários autores. Na época, não ficou muito impressionado. Apenas mais tarde se interessou, quando cooptado por uma organização de esquerda, que era uma dissidência do partido comunista.

Esta organização mais tarde se tornaria a Aliança Nacional Libertadora. Foi nesse meio que ele conheceu grandes nomes da esquerda, como José Dirceu e Rui Falcão.

Olavo passou um tempo morando na Casa do Estudante, imóvel inaugurado em 1947 para abrigar os estudantes universitários de baixa renda da Faculdade de Direito da USP.

Ele não estudava Direito, mas por estar franqueado pela organização política, por interesse partidário, conseguiu a vaga. Até mesmo José Dirceu morava nessa casa, ainda que fosse aluno da PUC, também por privilégio da organização que integrava.

Primeiros trabalhos jornalísticos

Olavo de Carvalho começou a sua carreira como jornalista na Empresa Folha da Manhã S/A aos 17 anos. Posteriormente, conseguiu o melhor emprego de jornalismo em São Paulo na época, no Jornal da Tarde.

Foi ensaísta e colunista de diversos veículos: Folha de São Paulo, Bravo!, Planeta, Primeira Leitura, Jornal do Brasil, Jornal da Tarde, O Globo, Época, Zero Hora e Diário do Comércio.

Participou também de jornais como A Gazeta e Estado de São Paulo.

Em seus primeiros anos como jornalista, como tinha uma visão de mundo alinhada à esquerda, desenvolveu-se rapidamente. Olavo foi repórter, copydesk, redator, roteirista e até foi credenciado no Palácio do governo.

Trabalhou em jornais dessa forma entre os seus 17 e 30 anos de idade.

Ainda na década de 70, Olavo desistiu dos empregos no jornalismo e começou a trabalhar como freelancer. O que o levou a perder o interesse não foi nenhuma razão política, mas sim a má conduta moral das pessoas desses ambientes.

Ser freelancer na época era algo tão raro, que ele foi entrevistado para explicar como era isso. Na verdade, os motivos eram práticos. Ele fazia seus próprios horários e ganhava mais do que o dobro que a média dos jornalistas ganhava.

Durante a década de 80, trabalhou para várias revistas, como Nova, Quatro Rodas, Cláudia, etc. Eram revistas de administração pública e privada, de economia, política e temas variados. Em entrevistas, Olavo relata que aceitava o trabalho que aparecia. Foi, inclusive, freelancer da Abril e O Globo.

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Mudanças e trajetória de vida

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Olavo de Carvalho se mudou para o Rio de Janeiro na década de 90. Este foi um período fundamental em sua vida.

Sua trajetória pública começou quando publicou o artigo Bandidos e Letrados, partes 1 e 2, no Jornal do Brasil, na seção de Opinião, abalando o meio intelectual brasileiro.

O primeiro curso de filosofia ministrado por Olavo de Carvalho fora de São Paulo foi no Rio de Janeiro. Ministrou também os cursos de História da Filosofia e Pensamento e atualidade em Aristóteles a Casa de Cultura Laura Alvim.

A maioria dos cursos foram organizados por Stella Caymmi, assistente pessoal do filósofo à época. Posteriormente, os cursos dados na Casa de Cultura Laura Alvim foram publicados em livros.

No Centro Educacional da Lagoa (Celtec), Olavo Lançou A Nova Era e a Revolução Cultural pelo IAL e Stella Caymmi Editora. Houve palestra para um auditório lotado, iniciando uma trajetória de sucesso em Ciência Política.

As análises feitas nesse dia, mostraram-se certeiras nas décadas seguintes.

Olavo de Carvalho também se destacou a frente da Editora da Cidade ao editar e prefaciar um importante livro com ensaios de Otto Maria Carpeaux. Por essa mesma editora, lançou seu grande sucesso O Imbecil Coletivo. Após essa obra, iniciou-se a derrocada da hegemonia gramciana implantada no Brasil desde os anos 60.

É importante também recordar que, em 1997, a Editora da Cidade em parceria com a Topbooks, de José Mario Pereira, dividiram um stand. A programação cultural foi rica, muito concorrida e tornou-se modelo para as bienais seguintes.

Além desses detalhes, nas terras cariocas, Olavo publicou seu outro sucesso O Jardim das Aflições, pela editora Diadorim. Esse é considerado seu livro mais importante.

Olavo de Carvalho frequentou cursos de filosofia na PUC com professores notáveis, que eram padres. Chegou a fazer o curso por três anos, mas não o completou. Estudou por um ano com o Padre Stanislavs Ladusãns no Conjunto de Pesquisas Filosóficas, COMPEFIL, no alto da Gavea. Não fez outros cursos na PUC-Rio.

No Rio de Janeiro, residiu em Copacabana e em Santa Cruz de Serra. Depois, mudou-se para o bairro Laranjeiras. Sendo muito pobre, residia em um edifício chamado de favelão. Ao lembrar desse período, ele considera que foi feliz. No Rio, ainda havia intelectuais de verdade, como Josué Montello, Herberto Sales, Paulo Francis, Carlos Heitor Cony e Bruno Tolentino.

Conheceu também Antônio Olinto, intelectual e escritor brasileiro com livros traduzidos em 38 línguas.

Olavo os conheceu e teve seus livros lidos e apreciados por eles. Ao se recordar disso, considera essa admiração mais valiosa que qualquer apreciação vinda da grande mídia.

Rememorando sua trajetória de vida, diz que sua vida editorial começou de fato na Cidade Maravilhosa. Nessa época, ele já era chamado de polemista.

Antes ele não emitia opinião, mas começou a falar de pessoas que nunca tinham sido criticadas, o que impactou a opinião pública.

Em 1999, saiu do Rio e se mudou para a Romênia, país em efervescência cultural, a convite do embaixador e ex-ministro da cultura, Jerônimo Moscardo.

Ao voltar da Romênia, estava muito pobre.

Foi quando Rogério Marinho, irmão do Roberto Marinho, lhe concedeu uma coluna no jornal O Globo. Mas quando Marinho morreu, Olavo perdeu seu emprego, pois nenhum dos outros jornalistas o queria lá.

Também viveu por um tempo no Paraná, onde se dedicou mais intensamente ao ensino.

Disse que lá encontrou os melhores estudantes, o que lhe foi um grande estímulo. Ficou por volta de um ano e meio com cursos praticamente todos os dias.

Em 2002, Olavo de Carvalho criou o website Mídia Sem Máscara (MSM), com o intuito de combater o viés esquerdista da grande mídia brasileira. É também o criador do programa de rádio pela internet chamado True Outspeak.

Olavo de Carvalho nos Estados Unidos

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Em 2005, do Paraná foi para os EUA.

Olavo de Carvalho mora nos Estados Unidos porque recebeu a proposta de ser correspondente internacional do Diário do Comércio, jornal da Associação Comercial de São Paulo. Diz não ter planos de voltar ao Brasil, uma vez que sua vida com filhos e netos já está constituída lá.

Reside no interior da Virgínia. Escolheu esse lugar porque gostou da beleza da região, do espírito dos moradores.

O professor também confessou que já estava cansado do Brasil. Preferiu a mudança pensando na liberdade que tinha para escrever sobre o que queria.

Entre 2005 e 2011 escreveu um conjunto de textos que foi reunido na coleção Cartas de um terráqueo ao planeta Brasil, em 10 volumes.

Mesmo morando nos Estados Unidos, pretendia continuar os trabalhos para O Globo, mas foi demitido. A ideia do curso de filosofia online sistemático veio de seu assessor e aluno, Silvio Grimaldo.

Quando ministrou seu curso, esperava aproximadamente 100 alunos, mas alcançou mais de 5.000.

Ao tentar regularizar sua situação fora do Brasil, ele ganhou o visto de pessoas com realizações excepcionais em artes, letras, ciências, etc. Possuindo “extraordinary ability”, o maior reconhecimento que um escritor brasileiro já recebeu desde o início do país, pôde residir legalmente nos EUA.

Assim, passou a viver do Diário de Comércio e dos cursos.

“A maior recompensa do meu trabalho é: eu ver a inteligência dos meus alunos despertando”.

Mas de toda a sua trajetória de vida e suas obras, o que mais se recorda do professor Olavo de Carvalho foi o período em que ele se envolveu com astrologia.

Olavo de Carvalho é astrólogo?

Por volta dos seus 30 anos, o assunto polêmico e popular da época era a astrologia. Mas como isso entrou na vida do Professor Olavo de Carvalho?

Havia um psicólogo argentino em São Paulo, criado na Suíça, gênio da psicologia clínica, que chamou Olavo para assistir seu curso e redigi-lo. O tema era astrologia e, como não havia entendido, Olavo recebeu do doutor uma série de livros sobre astrologia para estudar.

Foi assim que seu interesse pelo assunto começou. Seus estudos de astrocaracterologia e alquimia estendiam-se às análises de conjuntura política, passando pela psicologia, gnoseologia e religião.

Como astrólogo, colaborou no primeiro curso de extensão universitária em astrologia para estudantes de psicologia da PUC de São Paulo, em 1979, quando tinha 32 anos.

Ele estudou as correntes em alta na época e, por isso, recebeu muita atenção da mídia, como a TV Manchete, por exemplo.

Após estudar bastante, tornou-se um dos grandes nomes em astrologia no país. Mas, percebendo que o assunto era difícil e que não havia conclusão sobre o tema, resolveu deixá-lo de lado.

Ele viu um enigma na astrologia.

Entretanto, o que mais despertou interesse no público foram as temáticas de astrologia e alquimia, estudo de esoterismo. O lado teórico e científico eram ignorados.

Hoje, a parte científica e complexa desses estudos não é do interesse do jornalismo. Tudo que o Professor Olavo estudou sobre astrologia é usado apenas para manchar sua reputação, sendo constantemente depreciado como um charlatão, majoritariamente por pessoas que não leram seus livros nem conhecem a abrangência do tema.

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Reputação e polêmicas

Olavo de Carvalho é um dos maiores nomes da política, cultura e ensino em filosofia. É o maior polemista brasileiro, graças às suas provocações e acusações à mídia esquerdista no poder dos maiores veículos informativos do país.

Embora possua um vastíssimo trabalho de longo prazo, é constantemente ignorado e atacado a partir, principalmente, de suas manifestações no Facebook.

Olavo usa o Facebook como uma espécie de diário. Assim, ele explica que dá aos seus alunos o exemplo de um filósofo filosofando diariamente sobre suas impressões diárias.

Ele enfatiza que o pensamento não é distinto da vida, já que muitos vivem de uma maneira diferente em relação ao que falam e defendem filosofias de vida nunca postas em prática.

Costumeiramente, quando ele é mencionado, o tom é de deboche, sarcasmo ou acusações sem fundamento ou pesquisa. Apenas suas postagens curtas e polêmicas recebem destaque, muitas vezes fora de contexto.

Falando de si, Olavo considera que possui uma história parecida com a de Ronaldo Alves, um amigo nascido no Morro da Rocinha, que costumava dizer:

“Eu sofri mais discriminação na favela por ler livros do que fora dela por ser preto”.

Analogamente, Olavo afirma que ler livros é ser considerado louco. Diz ter experimentado, desde o tempo na escola, a estranheza de ser um leitor assíduo e ávido perto dos que não buscam se formar bem.

A reputação de Olavo de Carvalho é constantemente atacada por ele ter se envolvido com astrologia e por ser considerado um forte conselheiro do presidente Jair Bolsonaro.

Olavo rejeita qualquer vínculo com a presidência de Bolsonaro, pois falou com ele pouquíssimas vezes e, inclusive, recusou o cargo de ministro da educação.

Sua vida familiar também já foi exposta. Em setembro de 2017, sua filha escreveu uma carta o acusando, mas os outros 7 filhos foram contra as difamações da irmã. Segundo Olavo, aparentemente ela fez isso por não ter sido mencionada em seu filme.

Olavo de Carvalho é de extrema-direita?

Olavo se considera um escritor independente, sem vinculação a partidos ou grupos políticos.

Além de independente, Olavo de Carvalho não se considera um ideólogo, mas sim um analista da realidade. A diferença é que um ideólogo força a realidade dentro de um escopo de ideias que ele quer que sejam reais. O analista, por sua vez, analisa os fatos e diz o que vê.

Sobre o presidente Bolsonaro, considera que é um homem sincero que fala aquilo que vê e que é necessário para o Brasil. Sugeriu pessoas que considera intelectuais para alguns cargos e alguns se concretizaram.  

Por outro lado, em Lula, viu uma pessoa que se tornou cínica, mentirosa. O professor Olavo foi o primeiro a denunciar concretamente os motivos que tornam o PT um partido criminoso. Fez isso ao revelar a existência do Foro de São Paulo.

Ele não se afirma como um ideólogo de direita e diz que qualquer influência sua foi somente um subproduto de seu trabalho.

Em seus cursos, livros e artigos não ensina “direitismo”. Ele se preocupa em criar intelectos, não partidos.

A relação de Olavo com o conservadorismo

De acordo com o professor, não há partido, revista, jornal diário, estação de rádio ou universidade conservadora no Brasil. Isso significa que o povo, majoritariamente conservador e cristão, não tem representação.

Ele explica que a esquerda entende que isso é a democracia. Essa é a razão para que Olavo afirme que o problema não é a esquerdização, mas a exclusão das alternativas. Isso o motivou a escrever O Imbecil Coletivo, 1996.

Os imbecis são, para o professor, aqueles que se persuadem uns aos outros sem serem confrontados.

Olavo perdeu todos os seus empregos na mídia por causa de sua opinião. Por esse livro, tornou-se a persona non grata, na academia brasileira, pois criticou o processo de imbecilização nas universidades e o constrangimento ideológico que sofriam aqueles que não se adequavam às pautas da esquerda.

Olavo de Carvalho é filósofo?

O Professor Olavo de Carvalho não concluiu seu curso de filosofia na universidade. No entanto, sempre estudou, principalmente filosofia, psicologia e religião. Quando trabalhava assiduamente como jornalista, tinha apenas um registro profissional.

A falta de um diploma e a dependência de uma validação de uma universidade reconhecida tornou-se motivo para seus opositores negarem que ele seja um filósofo. Outros o rotulam como filósofo autoproclamado ou pseudofilósofo.

Seus alunos, porém, dizem que Olavo de Carvalho é um filósofo no sentido genuíno da palavra. Como exemplo, citam que os grandes filósofos da humanidade, principalmente os gregos, não tinham diploma algum, simplesmente faziam filosofia com suas vidas.

Para eles, determinante é ter um pensamento filosófico próprio, procurar a verdade a qualquer custo com sinceridade, sem medo do que encontrará na investigação. O professor, diferente de muitos que possuem diploma, possui uma vasta obra filosófica com suas análises, reflexões e pensamentos.

Assim, ele dá a conhecer ao grande público o que pensa sobre a realidade política, econômica e cultural do dia a dia brasileiro.

“O filósofo busca a explicação do real segundo sua própria exigência de veracidade e segundo o nível alcançado por seus antecessores”.

O trabalho real de um filósofo é a busca da unidade do conhecimento na unidade da consciência e vice-versa. Trata-se de uma necessidade e uma busca incessante por alcançar a unidade do conhecimento.

Obras

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“Minha trajetória de vida são os livros que escrevi, eu não faço outra coisa além de escrever e ensinar”.

Como escritor, seu primeiro livro é de 1980, intitulado A Imagem do Homem na Astrologia.

Olavo de Carvalho é autor de uma vastíssima obra, destacando-se os livros A nova era e a revolução cultural, O jardim das aflições, O imbecil coletivo, Aristóteles em nova perspectiva, A dialética simbólica, O futuro do pensamento brasileiro, A filosofia e seu inverso, O mínimo que você precisa saber para não ser um idiota; a tradução comentada Como vencer um debate sem precisar ter razão, de Arthur Schopenhauer; a edição do debate com o cientista político russo Alexandre Dugin e Os EUA e a Nova Ordem Mundial.

O professor Olavo de Carvalho se atribui o feito de ter quebrado a hegemonia da esquerda com suas publicações e com os alunos que formou. Desde o começo dos anos 90, ele já analisava o debate dos intelectuais.

Foi ele que revelou as estratégias de dominação da cultura para a implantação do socialismo em seu livro Nova Era e a Revolução Cultural, em 1994.

Ele previu a vitória do Partido dos Trabalhadores (PT) e o que fariam. O PT não estava disposto a suportar o rodízio no poder. Olavo já havia dito isso.

Ele explica que houve uma esquerdização da mídia, universidades e show business. Há 20 anos, disse que o primeiro candidato com discurso conservador venceria, o que aconteceu com o Bolsonaro.

Falando sobre sua obra, Jardim das aflições, que está entre as mais conhecidas, disse:

“Meu propósito não é mudar o rumo da história, mas atestar que nem todos estavam dormindo enquanto a história mudava de rumo”.

Em O Imbecil Coletivo, previu também a hegemonia que a esquerda tomaria na política brasileira e documentou o processo de decadência intelectual que estava acontecendo no Brasil.

Nas entrevistas que concede, costuma ressaltar que antes de algo ser vivido na prática, tudo começa com ideias em pequenos grupos.

Seu livro O mínimo que você precisa saber para não ser um idiota, 2013, tornou-se um fenômeno de vendas instantâneo. Mesmo sendo um livro compendioso, de 615 páginas, a obra figurou em todas as listas dos mais vendidos da Internet, desde a semana de lançamento.

Essa é a lista das livros escritos por Olavo de Carvalho:

  • A imagem do homem na astrologia. São Paulo: Jvpiter. 1980.
  • O crime da Madre Agnes ou A confusão entre espiritualidade e psiquismo. São Paulo: Speculum. 1983.
  • Questões de simbolismo astrológico. São Paulo: Speculum. 1983
  • Universalidade e abstração e outros estudos. São Paulo: Speculum. 1983.
  • Astros e símbolos. São Paulo: Nova Stella. 1985.
  • Astrologia e religião. São Paulo: Nova Stella. 1986.
  • Fronteiras da tradição. São Paulo: Nova Stella. 1986.
  • Símbolos e mitos no filme “O silêncio dos inocentes”. Rio de Janeiro: Instituto de Artes Liberais. 1992.
  • Os gêneros literários: seus fundamentos metafísicos. 1993.
  • O caráter como forma pura da personalidade. 1993.
  • A nova era e a revolução cultural: Fritjof Capra & Antonio Gramsci. Rio de Janeiro: Instituto de Artes Liberais & Stella Caymmi. 1994.[nota 2]
  • Uma filosofia aristotélica da cultura. Rio de Janeiro: Instituto de Artes Liberais. 1994.
  • O jardim das aflições: de Epicuro à ressurreição de César – Ensaio sobre o materialismo e a religião civil, Rio de Janeiro: Diadorim. 1995.
  • Aristóteles em nova perspectiva: Introdução à teoria dos quatro discursos. Rio de janeiro: Topbooks. 1996.
  • O imbecil coletivo: atualidades inculturais brasileiras. Rio de Janeiro: Faculdade da Cidade. 1996.
  • O futuro do pensamento brasileiro. Estudos sobre o nosso lugar no mundo. 1998.
  • O imbecil coletivo II: A longa marcha da vaca para o brejo e, logo atrás dela, os filhos da PUC, as quais obras juntas formam, para ensinança dos pequenos e escarmento dos grandes. Rio de Janeiro: Topbooks. 1998.
  • O Exército na História do Brasil. Edição bilíngue (português / inglês). 4 Vols. Rio de Janeiro/Salvador: Biblioteca do. Exército e Fundação Odebrecht, 1998.
  • Coleção história essencial da filosofia. São Paulo: É Realizações. 2002-2006.
  • A Dialética Simbólica – Ensaios Reunidos São Paulo: É Realizações. 2006.
  • Maquiavel ou A Confusão Demoníaca São Paulo: Vide Editorial. 2011.
  • A filosofia e seu Inverso, São Paulo: Vide Editorial. 2012.
  • Os EUA e a nova ordem mundial (coautor Alexandre Dugin), São Paulo: Vide Editorial, 2012.
  • Visões de Descartes entre o gênio mal e o espírito da verdade. Vide Editorial, 2013
  • O Mínimo que Você Precisa Saber para não Ser um Idiota, Felipe Moura Brasil (org.), 467 páginas, Rio de Janeiro: Record, 2013.
  • Apoteose da vigarice – Cartas de um terráqueo ao planeta Brasil (Volume I). São Paulo: Vide Editorial, 2013.
  • O mundo como jamais funcionou – Cartas de um terráqueo ao planeta Brasil (Volume II). Vide Editorial, 2014.
  • A Fórmula para Enlouquecer o Mundo – Cartas de um terráqueo ao planeta Brasil (Volume III). Vide Editorial, 2014.
  • A inversão revolucionária em ação – Cartas de um terráqueo ao planeta Brasil (Volume IV). Vide Editorial, 2015.
  • O império mundial da burla – Cartas de um terráqueo ao planeta Brasil (Volume V). Vide Editorial, 2016.
  • O dever de insultar – Cartas de um terráqueo ao planeta Brasil (Volume VI). Vide Editorial, 2016.
  • Breve retrato do Brasil – Cartas de um terráqueo ao planeta Brasil (Volume VII). Vide Editorial, 2017.

Como autor secundário:

  • Arthur Schopenhauer. Como vencer um debate sem precisar ter razão: em 38 estratagemas (dialética erística). Introdução, notas e comentários de Olavo de Carvalho. Rio de Janeiro: Topbooks, 1997.
  • Otto Maria Carpeaux. Ensaios reunidos, 1942-1978. Organização, introdução e notas de Olavo de Carvalho. Rio de Janeiro: UniverCidade & Topbooks. 1999.
  • Émile Boutroux. Aristóteles. Introdução e notas de Olavo de Carvalho. Rio de Janeiro: Record. 1999.
  • René Guénon. A Metafísica Oriental. Tradução de Olavo de Carvalho.
  • Mário Ferreira dos Santos – A Sabedoria das Leis Eternas. Introdução, edição de texto e notas de Olavo de Carvalho. São Paulo: É Realizações. 2001.
  • Paulo Mercadante. A coerência das incertezas: símbolos e mitos na fenomenologia histórica luso-brasileira. Introdução, edição de texto e notas de Olavo de Carvalho. É Realizações, 2001.
  • Wolfgang Smith. O Enigma Quântico. Prefácio à Edição Brasileira: Olavo de Carvalho. Vide Editorial, 2011.
  • Andrew Lobaczewski. Ponerologia: Psicopatas no Poder. Com prefácio de Olavo de Carvalho. Vide Editorial, 2014.

Apesar de tudo isso, o professor considera que sua maior contribuição para os brasileiros é o seu Curso Online de Filosofia. Segundo ele, ali está a essência de seu pensamento. Mais de 15 mil alunos já passaram por esse curso desde 2009.

Jardim das Aflições

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Jardim das Aflições, The Garden of Afflictions, é um filme de 2017 que aborda a obra, o pensamento e o cotidiano do professor, escritor e filósofo brasileiro Olavo de Carvalho.

Foi dirigido pelo cineasta brasileiro Josias Teófilo. A produção executiva ficou sob o encargo de Matheus Bazzo e a direção de fotografia com Daniel Aragão.

Foi lançado em 27 de julho em Nova Iorque e em 31 de maio em diversas cidades brasileiras.

Na época, esse projeto foi o maior financiamento coletivo para um filme na história do Brasil.

Prêmios recebidos

  1. Medalha do Pacificador, em 1999.
  2. Ordem Nacional do Mérito da Romênia, em 2000.
  3. Medalha do Mérito Santos-Dumont, em 2001.
  4. Medalha Tiradentes, em 2012
  5. Ordem do Rio Branco no grau de Grã-Cruz, em 2019. Essa é a mais alta homenagem diplomática conferida pelo governo brasileiro, apenas para pessoas físicas, jurídicas, corporações militares ou instituições civis, nacionais ou estrangeiras pelos seus serviços ou méritos excepcionais.

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