Venezuela, Nicarágua e Cuba: veja a lista de países que podem entrar para o BRICS+
O grupo de países surgiu como uma recomendação de investimentos, mas se transformou em um poderoso bloco político.
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A 16ª cúpula dos BRICS+, iniciada nesta terça-feira (22) na cidade russa de Kazan, pode representar um marco importante para a expansão do grupo.
Mais de 30 países e organizações receberam convites do governo russo para participarem como observadores no evento.
Uma grande lista de Estados demonstrou formalmente interesse em se juntarem ao bloco, totalizando mais 34 países.
A expectativa do Itamaraty é de que ao menos 10 novos membros consigam ingressar na aliança após este encontro.
Para que os países que demonstraram interesse em integrar ao grupo possam efetivamente fazer parte, é necessária a aprovação de todos os oito membros atuais.
As negociações também apontam para a criação de uma categoria especial de nações parceiras.
O encontro é especialmente importante para Vladimir Putin, já que se trata de demonstrar para as potências ocidentais que a Rússia não está isolada em meio à guerra contra a Ucrânia.
Leia a lista completa de países que pediram para entrar no bloco:
- Argélia;
- Azerbaijão;
- Bahrein;
- Bangladesh;
- Belarus;
- Bolívia;
- Cazaquistão;
- Cuba;
- Chade;
- República do Congo;
- Guiné Equatorial;
- Eritreia;
- Honduras;
- Indonésia;
- Kuwait;
- Laos;
- Malásia;
- Mianmar;
- Marrocos;
- Nicarágua;
- Nigéria;
- Palestina;
- Paquistão;
- Senegal;
- Sri Lanka;
- Sudão do Sul;
- Síria;
- Tailândia;
- Turquia;
- Uganda;
- Venezuela;
- Vietnã e
- Zimbábue.
O que são os BRICS+
A nomenclatura BRICS surgiu em 2001, a partir de um estudo do banco americano Goldman Sachs, que recomendava investimentos em países com economias que cresciam aceleradamente.
O banco de investimentos considerou Brasil, Rússia, Índia e China como as principais nações emergentes do mundo naquele momento.
Os chanceleres dos países se encontraram formalmente pela primeira vez em 2006, às margens da Assembleia Geral das Nações Unidas.
A partir da primeira cúpula dos líderes, realizada na cidade russa de Ecaterimburgo em 2009, o grupo começou a defender a cooperação política e econômica entre seus membros.
Apenas em 2011 a África do Sul passou a fazer parte do bloco de países, por conta da cooperação ativa com Brasil e Índia em momentos anteriores.
A sigla oficial do grupo mudou para BRICS+ no início deste ano, quando outros cinco países aderiram formalmente ao bloco, sendo eles:
- Egito;
- Irã;
- Emirados Árabes Unidos;
- Etiópia e
Arábia Saudita.A única instituição permanente que o bloco gerou até o momento foi o Novo Banco de Desenvolvimento (NDB).
O banco alega promover desenvolvimento econômico sem as mesmas exigências do Banco Internacional de Desenvolvimento (BID) e do Fundo Monetário Internacional (FMI).
O encontro dos líderes continuará até o dia 24 de outubro e não vai contar com a participação do presidente brasileiro, que sofreu um acidente doméstico.
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