Justiça entendeu que o fiel foi pressionado a doar em momento de vulnerabilidade. Igreja negou e alegou interferência em prática religiosa.

O Supremo Tribunal Federal rejeitou, por unanimidade, um recurso da Igreja Universal do Reino de Deus e manteve a decisão que obriga a instituição a devolver doações feitas por um fiel.
O julgamento foi concluído nesta quarta-feira (5). Todos os ministros acompanharam o voto do relator, Edson Fachin.
O caso chegou ao STF depois que a Universal tentou derrubar uma decisão da Justiça de Minas Gerais.
O TJ-MG havia entendido que o fiel foi pressionado a fazer as doações em um momento de vulnerabilidade emocional. Para o tribunal, houve coação moral e abuso de direito.
A igreja foi condenada a devolver R$229,1 mil, com juros e correção, além de pagar R$12 mil por danos morais.
A Universal alegou que a decisão interferia em sua pregação religiosa e nos ritos de arrecadação de ofertas.
Fachin rejeitou o argumento. Segundo o ministro, o STF não poderia rever a decisão porque isso exigiria uma nova análise das provas do processo.
Com isso, a Corte manteve o entendimento da Justiça mineira.
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O caso reforça uma linha já vista em outra decisão recente envolvendo a Universal.
Em julho, o STF também negou m recurso da igreja contra uma decisão do Tribunal de Justiça de São Paulo. Naquele processo, a instituição foi obrigada a indenizar uma fiel e devolver valores correspondentes a doações, incluindo um carro importado.
Nos dois casos, a defesa da Universal alegou interferência do Judiciário em práticas religiosas.
Nos dois casos, a Justiça entendeu que as doações não foram feitas de forma livre, mas em meio a pressão psicológica e vulnerabilidade dos fiéis.
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