Documento previa atuação do escritório ainda durante investigações policiais, antes de os casos chegarem à Justiça.

A pedido do presidente do Supremo Tribunal Federal, o ministro André Mendonça retirou o sigilo de investigações sobre o Banco Master.
Com isso, um dos documentos que veio a público foi o contrato entre o banco e o escritório de Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro Alexandre de Moraes.
O acordo previa 36 pagamentos mensais de R$3,6 milhões.
Na prática, seriam R$129,6 milhões ao longo de três anos. Segundo a CNN, descontados os impostos, o escritório receberia cerca de R$108 milhões.
Os pagamentos deveriam ser feitos até o quinto dia útil de cada mês.
O contrato também previa multa caso o banco atrasasse uma parcela por mais de 15 dias. Nesse caso, seriam cobrados 10% sobre o valor devido, além de juros de 1% ao mês.
A íntegra do documento passou a ser conhecida com a nova abertura dos processos ligados ao Banco Master no STF.
Relembre o que foi revelado na primeira leva de documentos liberados por André Mendonça.
O contrato com o Master previa atuação do escritório ainda durante investigações da Polícia Federal e das polícias civis.
Na prática, isso permitia que a banca defendesse o banco e também seus sócios e controladores antes mesmo de uma eventual ação chegar à Justiça.
O trabalho poderia incluir acompanhamento de inquéritos, apresentação de manifestações e recursos e outras medidas de defesa já na fase policial.
O escritório afirmou que fez uma análise interna antes de aceitar o contrato com o Master. Segundo a nota, Alexandre de Moraes foi consultado por ser marido de Viviane e informou não haver impedimento.





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