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Reunião com Lula marca retorno dos irmãos Batista ambiente de negócios público-privado

Empresários da JBS se reúnem com o presidente no Palácio do Planalto para discutir ajuda humanitária ao Rio Grande do Sul.

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Redação Brasil Paralelo
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Lula aparece observando carnes na esteira de uma fábrica
Fonte da imagem: Ricardo Stuckert - PR

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A política brasileira é uma trama complexa, digna do trabalho dos melhores roteiristas. 

Ontem à tarde, os protagonistas de um dos maiores escândalos de corrupção do país entraram na sede do executivo federal “pela porta da frente”. 

Os irmãos Wesley e Joesley Batista participaram de uma reunião com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ministro da agricultura, Carlos Fávaro (PSD), para discutir a doação de proteína animal aos afetados pelas enchentes no Rio Grande do Sul. 

A dupla é sócia da JBS, um dos mais conhecidos grupos processadores de carnes no Brasil. Ao lado do CEO da companhia e de mais 30 executivos do setor, discutiram com Fávaro os próximos passos para a ajuda humanitária ao estado gaúcho

Um grande portal de notícias informou ontem (29/5), que essa não é a primeira vez que os irmãos se encontram com o presidente da República. No mês passado, os dois teriam participado de um evento empresarial que também contou com a participação do presidente Lula. 

O mesmo veículo reportou que os empresários participaram da comitiva do mandatário para a visita à China no ano passado. 

Irmãos teriam pagado propina a Temer, Lula e Dilma

Há sete anos foi divulgada a gravação de uma conversa entre Joesley Batista e o então presidente da República, Michel Temer. O diálogo dava a entender que Temer teria solicitado o pagamento de propina a possíveis delatores de supostos esquemas de corrupção envolvendo o político. 

Joesley e Wesley também já teriam se envolvido em esquemas de corrupção que envolviam o Partido dos Trabalhadores. Em 2017, foi divulgado que os então ex-presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff teriam recebido R$80 milhões em propina paga pelos dois empresários. 

Os irmãos Batista, proprietários do grupo JBS, renunciaram aos seus cargos no conselho administrativo da empresa em 2017, devido à pressão do mercado. No entanto, há a possibilidade de retorno. Em março deste ano, foram indicados como novos conselheiros da empresa, em duas vagas recém-criadas. Se aprovados, voltarão a ocupar os cargos que exerciam quando foram denunciados por corrupção passiva, lavagem de dinheiro e outros crimes. 

A realidade política brasileira continua surpreendendo até os mais experientes analistas. Um roteiro que desafia a lógica e a moralidade, em uma narrativa digna de um Oscar.

[LEADS] Brasil Evangélico
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