Segundo apuração da CNN, aliados de Alcolumbre indicam que ele deve deixar o caso nas mãos do próprio STF.

Diante de todos os acontecimentos que vieram à tona ontem sobre a relação do ministro Alexandre de Moraes com o banqueiro Daniel Vorcaro, parlamentares reagiram e protocolaram novos pedidos de impeachment contra o ministro do STF.
O seguimento desses processos depende do aval do presidente do Senado, Davi Alcolumbre, que foi questionado ontem se daria andamento ao assunto e o que achava sobre tudo o que foi revelado.
Ele respondeu: "Eu não acho nada, eu não devo achar."
Alcolumbre não fugiu de todo assunto. Ele reclamou de um dado específico.
"Não é normal 109 solicitações do Congresso dos dez ministros do Supremo de pedidos de impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal".
O número inclui pedidos contra todos os ministros da Corte. Moraes concentra a maior parte deles, e o total só cresceu naquele mesmo dia, quando o senador Carlos Viana protocolou o que classificou como o 54º pedido de impeachment contra o magistrado.
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Minutos antes, ainda no plenário, Alcolumbre já havia evitado o tema. Estava ao lado de Randolfe Rodrigues, líder do governo Lula no Congresso, a caminho de uma reunião sobre a medida provisória que acaba com a taxa das blusinhas.
Quando questionado sobre Moraes, respondeu apenas que ia se dedicar à pauta da medida provisória. "Esse é meu andamento." Randolfe completou no mesmo tom: "Vamos cuidar da blusinha, cuidar da blusinha."
Segundo apuração da CNN, aliados próximos a Alcolumbre acreditam que ele não vai dar andamento aos pedidos de impeachment. A aposta é deixar que o próprio STF resolva o caso primeiro.
Essa não seria a primeira vez. Alcolumbre já se recusou, em outras ocasiões, a colocar pedidos contra Moraes em pauta no Senado.
Mesmo diante do aumento expressivo no número de representações, o comportamento não indica mudança de posição.
A pressão, porém, não vem só da quantidade de pedidos. O senador Carlos Viana chegou a ameaçar pedir o afastamento do próprio Alcolumbre, caso os processos contra Moraes não fossem abertos.
A oposição também têm apontado outro fator: a proximidade entre Alcolumbre, Moraes e o presidente Lula.
Recentemente, veio à tona que Moraes recebeu tanto Alcolumbre quanto Lula em sua própria residência.
Enquanto isso, cabe ao STF decidir os próximos passos. André Mendonça, relator do caso, deve levar o assunto ao plenário na semana que vem, num debate que deve girar em torno da validade das provas reunidas pela Polícia Federal.
O presidente da Suprema Corte, Edson Fachin, sinalizou na manhã desta quarta-feira que, no tempo oportuno, irá tomar as medidas cabíveis e necessárias sobre o caso.
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