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Política•5 min de leitura

Romeu Zema protocola pedido de impeachment contra Alexandre de Moraes

Pedido apresentado em Brasília gerou reação de ministros do STF.

Por
Redação
•Publicado em
Romeu Zema e membros do partido novo protocolam impeachment de Moraes
Fonte da imagem: Reprodução

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O governador de Minas Gerais, Romeu Zema, viajou a Brasília para protocolar pessoalmente um pedido de impeachment de Alexandre de Moraes. 

O pedido se baseia em mensagens encontradas no celular do banqueiro Daniel Vorcaro durante investigação da Polícia Federal sobre o Banco Master.

"Se nós já tivemos dois presidentes da República afastados, na minha opinião, já passou da hora de o mesmo acontecer com ministros do STF. Isso é pelo bem do Brasil e das instituições”, disse o governador.

Ele também afirmou que a Corte não tem a capacidade moral de julgar, já que ela mesma estaria corrompida:

“É uma Corte (o STF) que hoje não tem moral nenhuma para julgar nada. Não vejo Moraes, Toffoli, com moral nenhuma para dar nenhuma decisão. São pessoas que estão ocupando cargo e seu tempo com interesse pessoal. Não são servidores públicos”.

Segundo os autores do pedido, as conversas indicariam que Moraes trocou nove mensagens com o banqueiro no dia em que ele foi preso.

Os autores do pedido de impeachment afirmam que o ministro atuava como advogado informal do grupo Master, o que configura crime de responsabilidade.
Além disso, o pedido aponta o contrato da esposa de Moraes, a advogada Viviane Barci de Moraes, com o Banco Master, avaliado em R$129 milhões.

A resposta de Moraes e do STF

Em nota divulgada na sexta-feira (6), a assessoria de comunicação do STF divulgou uma nota que os prints das mensagens encontrados no celular de Vorcaro não tinham relação com Moraes:

“A mensagem e o respectivo contato estão na mesma pasta do computador de quem fez os prints (Vorcaro). Ou seja, fica demonstrado que as mensagens (prints) estão vinculadas a outros contatos telefônicos no computador de Daniel Vorcaro, jamais ao ministro Alexandre de Moraes”.

Gilmar Mendes também criticou o pedido de Zema e acusou o governador de acabar com a economia de Minas Gerais:

“É chocante ver um governador que levou o Estado a uma debacle econômica sobreviver graças a liminares dadas por este tribunal e depois atacar a Corte”.

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