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O X ainda pode cair? Entenda como é o processo para suspender a plataforma no Brasil

Após o final do prazo judicial determinado pelo STF, a plataforma continua operando, mas isso não significa que a rede social continuará no país.

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Redação Brasil Paralelo
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Logo da Plataforma X no topo da sede na Califórnia apagado.
Fonte da imagem: Carlos Barria/Reuters/CNN Brasil

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O X continua funcionando no Brasil, mesmo após o fim do prazo para que a empresa cumprisse a ordem judicial do Supremo Tribunal Federal (STF). A intimação determinava que eles indicassem um representante em solo brasileiro.

Vários internautas acreditaram que a continuidade da rede social no Brasil está garantida

A suspensão das atividades de uma plataforma digital como o X, no entanto, tende a ser um processo demorado.

Como funciona

O trâmite se inicia com o encaminhamento de uma ordem judicial à Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel).

A agência reguladora repassa a ordem para todas as fornecedoras de internet ao redor do país. Atualmente, existem mais de 2 mil operadores de rede fixa e 30 de rede móvel.

Com a ordem em mãos, cada uma das operadoras começa a acatar a determinação judicial individualmente, bloqueando o roteamento de tráfego para a plataforma.

Todo esse processo faz com que o bloqueio de sites e redes sociais não ocorra de maneira instantânea, mas seja realizado gradualmente, de forma mais lenta.

A ordem também pode ter efeitos práticos, em ritmos diferentes, em cada região. Dessa forma, alguns estados podem continuar com a rede social por mais tempo.

Decisões desse tipo são muito mais lentas e burocráticas do que a remoção de conteúdos em período eleitorial, por exemplo.

Nesses casos, não é necessário o repasse da ordem judicial, apenas uma notificação repassada por meio de um sistema integrado entre o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e a Anatel.

Elon Musk demitiu os funcionários brasileiros do X no Brasil recentemente, para garantir que não houvesse represálias do judiciário pelo descumprimento de determinações.

A empresa encerrou seu escritório no Brasil dia 17 de agosto. 

Desde abril, o dono da plataforma tem acusado publicamente o ministro Alexandre de Moraes de promover a censura no país, por meio de decisões alegadamente irregulares.

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