Para Jeffrey Chiquini, PL da Misoginia pode ser usado contra igrejas e pastores.

O advogado Jeffrey Chiquini fez um alerta assustador sobre o futuro das igrejas no Brasil após o PL da Misoginia.
A lei altera as punições para o crime de racismo, que pode ser punido em até 8 anos de prisão, para incluir falas sobre as mulheres.
O jurista acredita que essa mudança será utilizada para mirar figurar religiosas por sua interpretação da Bíblia:
“O padre e o pastor que tiver seu sermão interpretado como machismo será preso como racista… A esquerda conseguiu o que eles queriam, fechar o cerco para as igrejas evangélicas e católicas, que não poderão mais poder pregar a Bíblia.”
Termos bíblicos como submissão da mulher poderão ser entendidos como misoginia e investigados criminalmente por causa de denúncia.
“Você vai ver pastor sendo algemado em cima de púlpito, lendo a Bíblia, porque foi interpretado como misoginia e machista e será preso por racismo”, seguiu.
Chiquini concluiu sua fala com um alerta para os cristãos, afirmando que movimentos de esquerda não dividem os mesmos valores:
“É isso que a esquerda quer, por isso que eu não admito que cristão vote na esquerda. A esquerda é comunista. A esquerda não gosta de você, cristão.”
O advogado ficou conhecido por defender Felipe Martins, o ex-assessor especial de Bolsonaro para assuntos internacionais.
No começo do ano, Frei Gilson se tornou alvo de uma campanha de cancelamento nas redes sociais.
O religioso conhecido por espalhar o Evangelho e levar milhões de pessoas a rezarem o rosário na madrugada foi acusado de machismo e intolerância.
Em um dos vídeos que foram criticados, ele explica um trecho bíblico que fala sobre o papel da mulher:
“A mulher deve ser submissa e que o marido é o chefe… submissão não significa escravidão, significa auxiliadora. Você não está embaixo para o homem pisar em você. Você está embaixo porque é a base do homem, você que o sustenta, você é o coração da casa”.
A repercussão foi tamanha, que a senadora Soraya Thronicke chegou a acusar o religioso de misoginia e ódio:
“Ele já passou de todos os limites possíveis de intolerância religiosa, misoginia etc. Espero que nossa Igreja Católica tome severas providências."
Mais recentemente, o frei chegou a ser alvo de uma denúncia feita para o Ministério Público o acusando de machismo e homofobia.
Em um podcast, ele já falou que não pode mais pregar na televisão porque o canal pode levar processo e nem em live para não ter o canal derrubado.
“Se a coisa piora, então poderá chegar um dia em que eu não consiga mais falar nas redes sociais”.
A Câmara dos Deputados aprovou o regime de urgência para a votação do projeto no plenário.
Isso significa que a lei não precisará ser aprovada por nenhuma comissão antes da votação, acelerando o andamento da proposta.
Caso seja aprovado sem alterações na Câmara, o projeto segue para a assinatura do presidente da República.
Se a Casa mudar a redação, as novidades precisam ser aprovadas pelo Senado, que propôs a medida, antes de chegar à mesa de Lula.
A possível relatora, Tábata Amaral (PSB), está tentando construir consenso para garantir que a mudança seja aprovada.
O principal desafio até o momento tem sido conseguir o apoio da bancada evangélica, que teme as implicações da medida para a liberdade religiosa.
O grupo que reúne pastores e seguidores da religião tem aumentado sua influência em Brasília ao longo das últimas décadas.
Isso acontece em meio a uma expansão generalizada dos evangélicos no Brasil, que já representam 26,9% da população total.
A Brasil Paralelo investigou a fundo as raízes do crescimento evangélico e suas consequências na cultura, política e sociedade brasileira. Assista ao trailer abaixo:
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