Nas redes sociais, o grupo exibe eventos cristão na Usp, UFMG, UFPE, UNB e outras universidades brasileiras.

Um grupo de estudantes que leva cultos evangélicos para as universidades foi denunciado como organização criminosa pelo Ministério Público.
Lucas Teodoro, é um membro do grupo Aviva Universitário, conhecido por mobilizar milhares de estudantes em cultos religiosos dentro dos campus universitários.
As reuniões costumam reunir jovens para momentos de oração, louvor e pregação, registradas em imagens de estudantes ajoelhados e rezando em espaços acadêmicos.
Essas ações entraram na mira da Justiça. Mês pssado, Lucas Teodoro foi intimado pelo MPF a prestar esclarecimentos sobre um culto realizado em junho de 2025 na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).
A investigação teve origem em uma denúncia apresentada pela Associação Movimento Brasil Laico, que acusa o grupo de violar o princípio da laicidade do Estado.
Segundo relato publicado pelo próprio líder do movimento nas redes sociais, a denúncia classificou o Aviva Universitário como uma organização criminosa.
“Fomos denunciados porque vários jovens estavam de joelhos dentro da universidade clamando por um avivamento e se arrependendo”, afirmou Teodoro em vídeo divulgado após receber a intimação.
O foco da investigação do Ministério Público Federal não é a realização do culto em si, mas a possibilidade de que o uso de universidade federal possa violar a laicidade.
O MPF informou que o inquérito busca apurar se a realização desses encontros em uma instituição pública de ensino pode ferir a neutralidade prevista no artigo 19 da Constituição.
Além disso, o órgão deverá avaliar eventuais impactos sobre a liberdade de crença de outros estudantes e sobre as regras de utilização dos espaços públicos.
A denúncia também pedia a abertura de procedimento investigativo, a proibição de novos cultos religiosos em universidades públicas e a remoção de conteúdos relacionados aos encontros.
Além disso, a Associação Movimento Brasil Laico sustentou que poderia haver uso indevido de recursos públicos.
Inicialmente, a denúncia apresentada pela associação chegou a ser arquivada por um procurador da República.
Na avaliação dele, a simples realização de um culto religioso, sem indícios de coação ou utilização irregular de recursos públicos, não viola o princípio da laicidade.
O procurador também entendeu que a universidade não agiu de forma irregular ao permitir manifestações religiosas espontâneas no espaço público.
Semanas depois, entretanto, a decisão foi revista. Após recurso apresentado pelos denunciantes, a subprocuradora Mônica Nicida Garcia votou pela continuidade da investigação.
Para ela, seria necessário aprofundar a análise sobre uma possível cessão de infraestrutura pública a uma religião específica e verificar se houve tratamento privilegiado que pudesse comprometer a neutralidade exigida ao Estado.
O Aviva Universitário tem promovido encontros religiosos em instituições de ensino superior de diferentes regiões do país.
Lucas Teodoro costuma apresentar as universidades como um campo missionário pouco explorado pelas igrejas.
Em um dos relatos divulgados pelo movimento, ele contou um episódio ocorrido durante um culto na UFMG que reuniu mais de 1.500 estudantes.
Ele chegou a narrar que em uma ocasião, um militante chegou a ir a um evento para investigar a organização.
Pouco tempo após começar a ouvir as palavras de Jesus Cristo, ele começou a chorar e disse que se converteu.
O episódio é citado por Lucas como exemplo do impacto que os encontros têm produzido entre universitários.
Enquanto o MP investiga o grupo cristão, diversos partidos políticos reconhecidos pelo TSE, como PSOL e UP, controlam movimentos políticos dentro das instituições.
Na USP, por exemplo, essas organizações estão impedindo que os alunos tenham aulas há mais de 50 dias.
Em grande parte das instituições de ensino superior do país, esses grupos criaram uma hegemonia do pensamento de esquerda.
Muitas vezes esses alunos ficam em silêncio por conta de um fenômeno conhecido como espiral do silêncio.
De acordo com a pesquisadora especializada em opinião pública, Noelle-Neumann, as pessoas tendem a descobrir qual a visão dominante em um determinado ambiente e a reproduzem para evitar confrontos.
O pensamento hegemônico em um determinado lugar não é necessariamente aquele compartilhado pela maioria das pessoas, mas o com maior repercussão.
Em muitos casos, a maioria das pessoas podem até pensar de forma diferente, mas escondem suas visões, pois acreditam que são minoria.
A espiral do silêncio dentro das universidades é um dos temas do documentário original Unitopia.
A Brasil paralelo levou suas câmeras para as instituições de ensino mais famosas do Brasil para ver a real situação do ensino.
Assista gratuitamente ao primeiro episódio no vídeo abaixo:
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