Ditadura avançou contra uma das principais igrejas evangélicas na China.

O pastor Ezra Jin foi libertado após passar quase nove meses nas prisões do Partido Comunista Chinês.
Líder da Igreja de Sião, um dos maiores grupos evangélicaos independentes da China, ele havia sido acusado de "uso ilegal de redes de informação".
Esse tipo de acusação é frequentemente utilizado pelas autoridades do país em casos envolvendo líderes religiosos e dissidentes.
Jin foi preso em 10 de outubro, durante uma das maiores operações realizadas contra uma única igreja no país nas últimas décadas.
Ao todo, 18 líderes da Igreja de Sião foram detidos na ação, o que aumentou as preocupações de organizações de direitos humanos sobre o endurecimento das restrições à liberdade religiosa na China.
A libertação aconteceu menos de dois meses depois de Trump afirmar que havia discutido o caso com Xi Jinping, durante uma visita oficial a Pequim.
Na volta da viagem ao país, o presidente americano contou a jornalistas que pediu a Xi a libertação do pastor.
"Ele disse que vai considerar seriamente o caso do pastor", afirmou.
Segundo a família de Ezra Jin, a soltura foi inesperada. Em comunicado, os parentes afirmaram que a libertação não teria acontecido sem a intervenção de Xi Jinping.
A igreja afirmou que Pequim classificou a decisão como "um gesto de boa vontade" nas comemorações do Dia da Independência dos Estados Unidos, celebrado em 4 de julho.
Após ser libertado, Ezra Jin desembarcou em Los Angeles, onde reencontrou sua família.
Apesar da libertação de Ezra Jin, organizações de direitos humanos afirmam que outros integrantes da Igreja de Sião continuam presos.
Segundo Maya Wang, da Human Rights Watch, pelo menos oito membros da igreja permanecem detidos:
“Nossa, grande notícia e parabéns a Grace J. Drexel e família! O Pastor Jin foi libertado e chegou aos EUA, embora ainda não haja declaração oficial. Pelo menos 8 membros da Igreja de Sião permanecem detidos na China. Todos eles deveriam ser libertados.”
A Igreja de Sião faz parte do grupo conhecido como igrejas domésticas, comunidades cristãs que funcionam fora do sistema religioso controlado pelo Estado chinês.
Sob o governo de Xi Jinping, o Partido Comunista Chinês intensificou a política de controle sobre organizações religiosas.
O governo exige que grupos de fé estejam registrados oficialmente e defende a chamada "sinicização" das religiões, política que busca ampliar a lealdade das instituições religiosas ao Estado chinês.
O cristianismo cresce na China mais do que em qualquer outra região do mundo, apesar da regulamentação do partido e da perseguição.
Segundo dados da Pesquisa Social Geral da China, 9 a cada 10 cristãos do país são protestantes.
No Brasil, o número de protestantes tem aumentado consideravelmente ao longo das últimas décadas, chegando a 26,9% da população.
A Brasil Paralelo investigou a fundo as raízes do crescimento evangélico e suas consequências na cultura, política e sociedade brasileira. Assista ao trailer abaixo:
Clique aqui para não perder o lançamento no canal do Youtube da Brasil Paralelo a partir do dia 8 de julho.