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Moraes diz que vai julgar “núcleos golpistas” este semestre

Acusados podem pegar até 43 anos de prisão se forem condenados.

Por
Redação Brasil Paralelo
Publicado em
Alexandre de Moraes durante seu primeiro discurso após ser enquadrado na Lei Magnitsky.
Fonte da imagem: CNN Brasil

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O ministro Alexandre de Moraes comentou que a Corte terá julgamentos importantes envolvendo as acusações de tentativa de golpe contra a gestão Bolsonaro: 

Em especial, neste segundo semestre, realizará os julgamentos e as conclusões dos quatro núcleos das importantes ações penais relacionadas à tentativa de golpe de Estado de 8 de janeiro de 2023.”

A fala aconteceu durante o discurso do ministro na abertura do segundo semestre do Judiciário.

Ele disse que os supostos “núcleos golpistas” denunciados pela procuradoria-geral da República já começaram a ser julgados:

Os quatro núcleos tiveram encerradas as suas instruções, ouvidas suas testemunhas. Um deles já quase em fase final de alegações finais; os outros iniciarão a fase das alegações finais e, ainda neste semestre… nós julgaremos todos os responsáveis: absolvendo aqueles onde não houver prova de responsabilidade, condenando aqueles onde houver prova.”

A denúncia formal da  procuradoria geral da República dividiu o processo sobre a trama em quatro grupos:

  • Núcleo 1: representaria as lideranças do suposto plano, inclui o ex-presidente Jair Bolsonaro e figuras de alto escalão de seu governo, como o general Braga Netto e Mauro Cid.
  • Núcleo 2: esse grupo teria feito a assessoria jurídica para a realização do plano, incluindo nomes como Felipe Martins e Alexandre Ramagem
  • Núcleo 3: o grupo de militares ativos e da reserva, além de agentes da Polícia Federal
  • Núcleo 4: o último núcleo seria responsável por divulgar questionamentos sobre o processo eleitoral.

O processo contra os envolvidos nesses supostos grupos já está em andamento. Em junho, Bolsonaro e membros da alta cúpula de seu governo prestaram depoimento para o ministro.

Caso sejam condenados, os acusados podem pegar penas que somadas representam até 43 anos de prisão.

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