Essa mãe foi impedida de adotar por não apoiar a ideologia de gênero e precisou entrar na Justiça
Processo durou quase três anos e recebeu apoio de grupo que defende a liberdade religiosa.

Uma mãe cristã precisou recorrer a uma longa batalha na Justiça para poder seguir com o processo de adoção de crianças no Oregon, Estados Unidos.
Jessica Bates, mãe de cinco filhos e viúva, contestou uma regra que contrariava sua liberdade religiosa.
O Departamento de Serviços Humanos do estado (ODHS) negou seu direito a adotar após ela se recusar a prometer validar a “orientação sexual” ou “identidade de gênero” da criança.
No formulário apresentado ao estado, ela destacou que não deixaria de amar seus filhos, apenas não incentivaria tendências LGBT:
"Não posso apoiar esse comportamento em uma criança… Não tenho nenhum problema em amá-las e aceitá-las como são, mas não incentivaria esse comportamento. Acredito que Deus nos dá nosso gênero/sexo, e isso não é algo que possamos escolher."
Segundo ela, caso uma criança sob seus cuidados se identificasse como transgênero, ela não utilizaria o nome nem os pronomes escolhidos pela criança.
Também disse que orientaria o menor a usar roupas compatíveis com o sexo.
"Deus cria nossa identidade, e isso é algo sagrado. Talvez agora não pareça um presente e você esteja lutando com isso, mas isso é algo realmente especial. Você é bonito e perfeito exatamente como é", afirmou em uma entrevista.
O experimento com crianças conduzido por um dos primeiros nomes nos estudos sobre de gênero é o tema do primeiro filme internacional da Brasil Paralelo, O Menino Que Se Chamava Brenda. Assista ao trailer completo abaixo:
Processo durou três anos
Ela entrou com um processo contra o órgão em 2023, o caso terminou com um acordo entre as partes apenas este ano.
Durante o período, ela recebeu o apoio da Alliance Defending Freedom (ADF), organização dedicada a defender a liberdade religiosa.
Como a Justiça decidiu
Em 2025, Jessica Bates obteve uma decisão liminar permitindo que prosseguisse no processo sem cumprir aquela exigência enquanto a ação era analisada.
Posteriormente, a Corte de Apelações do Nono Circuito determinou que as alegações sobre liberdade religiosa fossem analisadas de maneira rígida.
Depois dessa decisão, Bates e o governo estadual conseguiram negociar até chegarem a um acordo.
Pelo entendimento, a exigência de afirmar apoio à orientação sexual ou identidade de gênero deixou de fazer parte do processo aplicado ao caso dela.
No entanto, o acordo não concedeu automaticamente uma licença para adoção ou acolhimento e nem determinou que qualquer criança fosse colocada sob seus cuidados.
O que respondeu o governo de Oregon?
O Departamento de Serviços Humanos de Oregon informou que a decisão não impede que o órgão escolha a família para onde as crianças irão.
Em nota, a entidade afirmou que continuará levando em consideração fatores como orientação sexual e gênero ao avaliar o ambiente para cada criança:
"Esta decisão judicial não impede que o Departamento de Serviços Humanos do Oregon (ODHS) decida a colocação de uma criança com base em suas necessidades específicas e na capacidade ou disposição de um pai adotivo ou família acolhedora para atendê-las, incluindo aspectos relacionados à orientação sexual, identidade de gênero e expressão de gênero da criança. O ODHS atualizou suas normas e políticas para cumprir essa decisão e continua priorizando as necessidades específicas de segurança de cada criança, para que todas as crianças e adolescentes em acolhimento familiar tenham acesso a um ambiente seguro e acolhedor."
Cada vez mais crianças e adolescentes estão sendo colocados no centro do debate sobre ideologia de gênero.
Na realidade, isso não é algo novo. O próprio médico responsável por difundir o conceito, John Money, fez um experimento envolvendo bebês.
Ele defendia que o sexo biológico não determinava a forma como uma pessoa se identificava, mas sim a socialização a partir dos primeiros meses de vida.
O experimento polêmico de John Money
Essa tese o levou a realizar um de seus experimentos mais polêmicos, o caso dos irmãos Reimer.
Um dos principais problemas para sua teoria dentro da comunidade científica na época era que ela não poderia ser testada de maneira experimental.
O cenário muda quando aparece a família Reimer. Os pais tiveram dois irmãos gêmeos, porém um deles, Bruce, perdeu o pênis durante uma cirurgia de circuncisão mal sucedida.
Desesperados, eles aceitam seguir os conselhos do médico e criar o filho que passou pelo acidente como se fosse uma menina, Brenda.
A experiência é catalogada como um sucesso, mas a realidade dos irmãos é bem mais sombria.
Essa história está sendo contada pela Brasil paralelo em seu novo filme O Menino que se Chamava Brenda. Assista ao trailer completo abaixo:
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