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Sociedade•5 min de leitura

Número de jovens trans está diminuindo nos Estados Unidos

Pesquisas revelam queda entre estudantes universitários e no ensino fundamental.

Por
Rafael Lorenzo M. Barretti
•Publicado em
Número de trans nos EUA está diminuindo
Fonte da imagem: Imagem feita com IA

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Em um fenômeno inesperado, o número de jovens que se identificam como transexuais está diminuindo nos EUA.

Um levantamento do instituto Center for Heterodox Social Science revelou uma queda brusca no número de estudantes universitários que se diziam trans.

A identificação trans dentro desse grupo atingiu seu pico em 2023, mas passou a recuar nos anos seguintes.

A parcela de estudantes que se identificava com um gênero diferente de masculino ou feminino caiu de 6,8% em 2022 e 2023 para 3,6% em 2025. 

Na prática, a proporção de universitários que se identificam como trans ou não binários foi reduzida quase pela metade em apenas dois anos.

  • O experimento com crianças conduzido por um dos principais nomes da teoria de gênero é o tema do primeiro filme internacional da Brasil Paralelo, O Menino Que Se Chamava Brenda. Assista ao trailer abaixo:

Alunos mais novos não são mais a maioria dos trans

Outro dado chamou a atenção dos pesquisadores. Até 2023, os alunos mais novos eram justamente os que apresentavam maior proporção de identificação como bissexuais, trans, queer ou questionando. 

Agora, ocorre o inverso, os calouros chegam às universidades com índices menores do que os estudantes dos anos finais.

Crianças não estão se identificando como LGBT

Além disso, um outro estudo promovido pela psicóloga Jean Twenge com dados do CDC também aponta uma queda no número de crianças e adolescentes que se identificam como gays ou lésbicas. 

Os dados mostram uma redução intensa entre os estudantes do 9º ano, de aproximadamente 14 e 15 anos.

A proporção dos que se identificavam como lésbicas, gays ou bissexuais caiu de 17% em 2023 para 11% em 2025.

Entre os estudantes mais velhos, a redução foi menor. No 12º ano, por exemplo, o percentual passou de 18% para 16% no mesmo período.

O grupo que registrou a maior queda foi o das meninas. Em 2021, 30% das que estavam no 9º ano afirmavam ser lésbicas ou bissexuais. O percentual caiu para 17% em 2025.

Grande parte dessa mudança ocorreu entre adolescentes que se identificavam como bissexuais. 

Em 2021, 26% das meninas do 9º ano afirmavam ser bissexuais. Em 2025, o índice foi reduzido para 13%.

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Crianças e adolescentes representavam 25% de todos os transexuais nos EUA

Essas duas pesquisas são especialmente relevantes quando se leva em consideração o histórico nos EUA.

Um estudo divulgado pelo Williams Institute, da Universidade da Califórnia em Los Angeles (UCLA), estima que mais de 2,8 milhões de pessoas se identificam como trans nos Estados Unidos. 

Os adolescentes entre 13 e 17 anos representam 25,3% de toda a população trans dos Estados Unidos, embora correspondam a apenas 7,7% da população geral.

Segundo o levantamento, cerca de 724 mil adolescentes entre 13 e 17 anos se identificam como trans, isso representa um em cada 30 pessoas nessa faixa etária.

Entre os adultos, o grupo de 18 a 24 anos também aparece em destaque, 2,72% afirmam se identificar como trans. 

Esse percentual é muito superior ao observado entre pessoas de 35 a 64 anos (0,42%) e entre aqueles com 65 anos ou mais (0,26%).

Somados, adolescentes e jovens adultos representam mais da metade da população trans estimada pelo estudo.

Para elaborar o relatório mais recente, os pesquisadores utilizaram dados coletados entre 2021 e 2023 pelo Centers for Disease Control and Prevention (CDC).

A transição de sexo em crianças não é uma novidade entre as pessoas que defendem a Ideologia de Gênero.

Na realidade, o próprio médico responsável por difundir o conceito, John Money, fez um experimento envolvendo bebês. 

Ele defendia que o sexo biológico não determinava a forma como uma pessoa se identificava, mas sim a socialização a partir dos primeiros meses de vida.

O experimento polêmico de John Money

Essa tese o levou a realizar um de seus experimentos mais polêmicos, o caso dos irmãos Reimer.

Um dos principais problemas para sua teoria dentro da comunidade científica na época era que ela não poderia ser testada de maneira experimental.

O cenário muda quando aparece a família Reimer. Os pais tiveram dois irmãos gêmeos, porém um deles, Bruce, perdeu o pênis durante uma cirurgia de circuncisão mal sucedida.

Desesperados, eles aceitam seguir os conselhos do médico e criar o filho que passou pelo acidente como se fosse uma menina, Brenda.

A experiência é catalogada como um sucesso, mas a realidade dos irmãos é bem mais sombria.

Essa história está sendo contada pela Brasil paralelo em seu novo filme O Menino que se Chamava Brenda. Assista ao trailer completo abaixo:

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