Governo vai fazer revisão dos livros usados nas escolas para acabar com ideologias nas escolas do Peru
Keiko Fujimori tem aplicado uma disciplina rígida nas escolas, semelhante ao modelo de El Salvador.

Eleita há poucos meses para governar o Peru, Keiko Fujimori anunciou que vai fazer uma revisão dos livros didáticos das escolas do país.
Segundo a presidente, o objetivo é retirar conteúdos considerados ideológicos dos materiais utilizados pelos estudantes.
A revisão já começou no Ministério da Educação e deverá alcançar os livros que serão distribuídos no ano letivo de 2027.
O anúncio foi feito em Lima, durante a apresentação do plano nacional de distribuição de materiais escolares para o próximo ano, ao lado do ministro da Educação, José Antonio Chang.
Na ocasião, Fujimori afirmou que os novos livros serão produzidos sem conteúdos ideológicos:
"Os próximos livros didáticos sairão sem nenhum tipo de ideologia", declarou a presidente.
Segundo o governo peruano, a revisão pretende garantir que os estudantes tenham acesso a conteúdos objetivos, especialmente nas disciplinas relacionadas à história do Peru.
A vice-ministra da Educação, Miriam Ponce, confirmou que a análise dos livros já está em andamento.
Segundo ela, a intenção é eliminar possíveis vieses ideológicos e preservar uma abordagem histórica considerada objetiva:
"O que buscamos é que os alunos façam uma análise crítica dos conteúdos, mas que esses conteúdos sejam totalmente objetivos do ponto de vista histórico", afirmou.
Até o momento, porém, o governo não informou quais trechos ou conteúdos serão alterados ou retirados dos materiais.
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A medida faz parte de uma reforma mais ampla
A revisão dos livros integra um conjunto de mudanças anunciadas por Keiko Fujimori para o sistema educacional peruano.
Nos últimos dias, o governo também apresentou um novo regulamento disciplinar para as escolas públicas.
Entre as novas regras estão restrições ao uso de maquiagem, esmalte, unhas pintadas, cabelo tingido e saias curtas para meninas. Os meninos também deverão manter o cabelo curto.
Segundo a presidente, as medidas pretendem fortalecer a disciplina nas escolas e combater problemas como violência, bullying e comportamentos prejudiciais à convivência entre os estudantes.
Ao justificar as mudanças, Fujimori afirmou que comportamentos que colocam em risco crianças e adolescentes exigem uma resposta firme do Estado.
Essas medidas rigorosas têm sido comparadas com o plano educacional de Nayib Bukele, em El Salvador.
O presidente tem defendido uma disciplina rígida para as crianças e destaca que isso é uma forma de evitar que elas entrem para o crime.
Ao longo de seu governo, Bukele conseguiu transformar El Salvador do país mais perigoso do mundo em um dos mais seguros do mundo.
A Brasil Paralelo investigou como o presidente conseguiu fazer isso no documentário El Salvador: O Dia Em Que o Medo Mudou De Lado. Assista completo abaixo:
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