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Mundo•5 min de leitura

Ex-presidente do Paraguai é preso após impeachment

Santiago Peña foi detido em casa por investigação sobre o Ueno Bank, enquanto seu vice assumia a Presidência.

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Redação Brasil Paralelo
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Santiago Peña, ex-presidente do Paraguai, foi destituído pelo Senado e preso nesta sexta-feira (6), em meio às investigações sobre a crise do Ueno Bank.
Fonte da imagem: Santiago Peña, ex-presidente do Paraguai, foi destituído pelo Senado e preso nesta sexta-feira (6), em meio às investigações sobre a crise do Ueno Bank.

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O ex-presidente do Paraguai, Santiago Peña, foi preso em sua residência, em Assunção, na noite desta sexta-feira (6), poucas horas depois de ser destituído pelo Senado.

Segundo o jornal paraguaio ABC Color, a Polícia Nacional cumpriu uma ordem de detenção emitida no âmbito das investigações sobre o Ueno Bank, instituição financeira cuja crise provocou uma onda de protestos no país.

A prisão ocorreu enquanto o vice-presidente Pedro Alliana tomava posse como novo chefe de Estado.

O que levou à prisão de Santiago Peña?

A crise começou após o Banco Central do Paraguai iniciar o processo de fechamento do Ueno Bank por problemas financeiros.

Quase três milhões de clientes foram afetados pela interrupção de serviços bancários. O caso também levantou suspeitas sobre a atuação de autoridades públicas, já que Peña foi acionista de uma empresa ligada ao banco até 2025.

A oposição apresentou um pedido de impeachment contra o presidente, acusando-o de conflito de interesses e favorecimento à instituição financeira.

Peña chegou a anunciar sua renúncia na quinta-feira (5), alegando que pretendia preservar a estabilidade do país.

Mesmo assim, o Congresso deu continuidade ao julgamento político. Nesta sexta-feira (6), o Senado aprovou sua destituição por unanimidade.

Com a perda do cargo e das imunidades associadas à Presidência, a Justiça pôde executar a ordem de prisão.

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Ex-presidente será ouvido pela Justiça

A investigação apura possíveis crimes de lesão de confiança, tráfico de influência e uso do cargo em benefício próprio.

Segundo o Ministério Público paraguaio, essas são suspeitas iniciais, que ainda dependerão da análise das provas.

Peña colaborou com os policiais durante a detenção e permitiu a entrada dos agentes em sua residência.

Ao ser comunicado da ordem, afirmou:

“Vou me submeter ao processo.”

O ex-presidente permanecerá sob custódia em casa até comparecer à Promotoria, neste sábado (7), às 11h.

Depois de seu depoimento, a Justiça deverá avaliar as medidas cautelares e definir se ele continuará detido.

Peña ainda não foi condenado criminalmente e terá direito de apresentar sua defesa durante a investigação.

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