Grupo afirma que anulação de provas já afetou casos dentro e fora do Brasil e cobra uma resposta do STF.

Uma decisão de Dias Toffoli sobre as provas da Odebrecht voltou ao centro da discussão três anos depois. Desta vez, a pressão vem de fora do Brasil.
Trinta entidades de 21 países acionaram a OCDE para cobrar uma resposta do STF. A sigla significa Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico. O grupo também atua no combate ao suborno internacional.
A história começou durante a Lava Jato.
A Odebrecht firmou um acordo de colaboração com autoridades brasileiras. A partir dele, investigadores tiveram acesso a informações usadas em processos sobre pagamentos de propina.
Entre as provas estavam dados dos sistemas Drousys e MyWebDay. A própria empreiteira usava essas plataformas para registrar os pagamentos.
Em 2023, Toffoli considerou essas provas inválidas.
O ministro não anulou o acordo que havia com a Odebrecht nem as multas. A decisão atingiu as provas obtidas a partir desses sistemas.
Segundo as entidades, o efeito não ficou restrito ao Brasil. Mais de 100 réus conseguiram decisões favoráveis no STF com base nesse entendimento. Pelo menos 28 pessoas e empresas em oito países também foram beneficiadas.
O grupo afirma que isso prejudicou investigações e dificultou a recuperação de dinheiro no exterior.
Três recursos foram apresentados contra a decisão de Toffoli. Nenhum foi julgado de forma colegiada pelo Supremo.
É isso que as entidades querem mudar. Elas pedem que a OCDE cobre esse julgamento e ajude a medir o impacto da decisão em outros países.
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