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Foi libertado o fundador do site que vazava informações do governo. Relembre o que é o WikiLeaks

Julian Assange conseguiu sua liberdade após acordo com o governo americano.

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Redação Brasil Paralelo
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poster pedindo a liberdade de Assange em que o jornalista aparece com a boca tapada por uma bandeira americana.
Fonte da imagem: Antonio Marín Segovia/Statewatch

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O fundador do WikiLeaks, Julian Assange, conseguiu sua liberdade após se declarar culpado pelo crime de espionagem contra o governo dos EUA. 

O governo americano aceitou anular a pena, por acreditar que o acusado já havia pagado por seus crimes ao longo dos 62 meses em que passou no Reino Unido. O jornalista voltou a seu país de origem, a Austrália, após a decisão.

O WikiLeaks é uma página conhecida internacionalmente por fornecer um ambiente para divulgação de documentos sigilosos oficiais. 

O site foi criado por Assange, em 2006, mas passou a ser amplamente conhecido a partir de 2010, quando divulgou vídeos classificados de um ataque americano no Iraque.

No mesmo ano, o site divulgou mais de 490 mil documentos secretos do governo americano, principalmente ligados às guerras no Iraque e no Afeganistão, o que ficou conhecido como um dos maiores vazamentos na história do país.

Importantes denúncias foram feitas através da plataforma disponibilizada pelo jornalista australiano. 

Documentos que mostravam espionagem do governo americano contra aliados, abusos cometidos por tropas americanas, assassinatos de civis e jornalistas, e outras informações foram expostos à opinião pública.

Autoridades dos Estados Unidos afirmam que muitas das informações repassadas via WikiLeaks colocaram em risco a vida de soldados americanos e, principalmente, colaboradores.

Apesar de o governo americano querer a punição de Assange dentro da lei de espionagem, que prevê pena de morte, foi a justiça sueca que fechou o cerco contra o jornalista em 2010.

Assange havia sido acusado por ativistas suecas do WikiLeaks de tê-las agredido sexualmente enquanto comparecia a alguns eventos no país. 

O australiano afirmou que as denúncias eram apenas uma desculpa para conseguir prendê-lo e mandá-lo para os Estados Unidos por conta de seu papel na divulgação dos documentos.

As denúncias levaram à emissão de um mandado de prisão europeu que foi seguido pelo Reino Unido. A suprema corte do país decidiu extraditar o jornalista para a Suécia, onde cumpriria pena pelo suposto estupro.

Com o fim das apelações em 2012, Assange pediu refúgio na embaixada do Equador em Londres, o que foi concedido. Nesse cenário, se o jornalista deixasse o edifício, poderia ser imediatamente preso e mandado para a Suécia.

Em 2019, a embaixada equatoriana foi invadida por policiais cuja missão era deter Assange, após o governo do país latino ter retirado o direito de refúgio do jornalista por conta de mal comportamento e abuso contra funcionários

No mesmo ano, a Suécia fechou os casos de estupro, por impossibilidade de dar continuidade à investigação após tanto tempo dos acontecimentos

Após a captura, o australiano ficou detido por sua fuga e, após cumprir a pena, seguiu encarcerado enquanto aguardava a decisão sobre sua extradição, agora pedida pelo governo americano.

O pedido iniciou uma longa rodada de conversas entre a justiça americana e a britânica sobre como seria o tratamento de Assange em caso de uma extradição

O resultado das negociações foi o acordo que levou o fundador do WikiLeaks à liberdade após se considerar culpado.

A história de Assange alimentou o debate internacional sobre liberdade de expressão ao longo dos últimos anos e tornou nítido o poder do jornalismo digital.

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