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Elon Musk driblou o bloqueio do X por meio de alteração de IP e CDN

A rede social voltou a operar parcialmente no Brasil na última quarta-feira, dia 18 de setembro.

Por
Redação Brasil Paralelo
Publicado em
Elon Musk e Alexandre de Moraes aparecem na imagem
Fonte da imagem: Pinterest

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O X voltou ao ar no Brasil. Hoje,18 de setembro, os usuários já voltaram a acessar a rede social. A plataforma estava bloqueada desde 31 de agosto por ordem do ministro Alexandre de Moraes.

No início do dia, a  ANATEL afirmou que não havia ordem de liberação, enquanto o STF falava em instabilidade no bloqueio.

Uma outra possibilidade é a de a empresa ter mudado o endereço de IP de seus servidores. Um especialista em tecnologia da informação consultado pela Brasil Paralelo descobriu atividade do X na rede CloudFlare, uma plataforma em nuvem de otimização de conteúdo. 

A tecnologia é usada por streamings como Netflix e Disney Plus para evitar que as transmissões de conteúdo travem durante a exibição. 

Isso pode ser uma explicação para o retorno parcial da operação ao Brasil. 

O que é a CloudFlare?

  • Cloudflare é uma empresa de segurança que usa a nuvem para acelerar e proteger sites. Eles criam vários IPs para um cliente, garantindo operação estável mesmo se um IP falhar. Quase 80% dos sites no mundo usam Cloudflare. 

O técnico de DevOps Filipe Lemos explica que, se a migração realmente aconteceu, as conexões conseguiram escapar do bloqueio imposto pela Justiça.

Os especialistas consultados pela Brasil Paralelo afirmaram  que o X pode mesmo estar chegando ao Brasil via Cloudflare. 

Uma equipe de TI fez um teste e apurou que há sim atividade atribuída ao X na plataforma. Veja:

[LEADS] Brasil Evangélico

O que isso significa?

Na prática, o STF bloqueou uma rota para o X chegar ao Brasil. Para resolver o problema, a empresa econtrou outra rota para operar, por meio da CloudFlare. 

Ainda assim, a rede social pode sair do ar novamente. Nesse caso, a Justiça teria que notificar a empresa a parar o serviço, sob pena de bloqueio da plataforma no Brasil. 

Se isso acontecesse, muitas empresas que dependem da CloudFlare teriam sérios problemas.  Um exemplo do impacto semelhante foi o causado quando uma atualização afetou o sistema de segurança do Windows. 

Em 19 de julho deste ano, a CrowdStrike teve problemas. Na ocasião, sistemas de check in de companhias aéreas saíram do ar em todo o mundo. A situação causou atrasos e cancelamentos de voos, gerando transtornos em escala global.

O especialista em TI, Ronaldo Faraone, explica que algo mais grave poderia acontecer em uma eventual derrubada da CloudFlare. Por essa razão, não acredita na interrupção do serviço: "Por ser uma empresa internacional de segurança de dados, é inviável proibir sua operação no país".

Já Filipe Lemos acredita na possibilidade de uma nova derrubada da rede social: “Essa mudança não significa que o X não possa ser retirado do ar, mas agora, qualquer solicitação de bloqueio precisa ser direcionada ao Cloudflare, que, ao contrário do X, possui um escritório no Brasil, facilitando o cumprimento de decisões judiciais”.

Casa Branca se manifestou contra a medida

A polêmica em torno do bloqueio do X ganhou um novo capítulo ontem,17 de setembro. Questionada pela TV Globo sobre a opinião do governo Biden sobre o assunto, a porta-voz da Casa Branca, Karine Jean-Pierre, afirmou em entrevista coletiva que todos têm direito à liberdade de expressão. 

Segundo ela, isso inclui o acesso às redes sociais. A fala repercutiu em  veículos internacionais, como o New York Post

New York Post - Reprodução.

Entenda a suspensão do X no Brasil

No dia 31 de agosto, o ministro Alexandre de Moraes ordenou que a plataforma X fosse bloqueada em todo o território nacional. A decisão é uma retaliação por a empresa não ter nomeado um representante legal no Brasil. 

Musk encerrou seu escritório no país após Moraes ameaçar prender colaboradores do X caso a companhia não bloqueasse perfis na rede social. Confira a reportagem completa.

O que acontece agora?

Segundo apurou a rádio Itatiaia, o STF está checando o ocorrido  e irá pedir à ANATEL que se manifeste sobre o caso. 

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