Durante a Parada Gay deste domingo (2 de maio de 2024), menores de idade participaram do ato ao lado de uma faixa “crianças trans existem”
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Faixas defendendo a existência de crianças trans e a presença de menores no evento provocaram críticas entre deputados federais, acendendo um debate sobre os limites da inclusão e a proteção da infância.
Entre as mensagens que mais chamaram a atenção, uma faixa com os dizeres "crianças trans existem" destacou-se, gerando uma reação imediata em parlamentares que viram na defesa dessas ideias uma afronta aos valores familiares e à inocência infantil.
O deputado federal Messias Donato (Republicanos-ES) não poupou palavras ao condenar a exposição de crianças a temas que, segundo ele, são complexos e prematuros para a idade delas.
"Perversos e imorais estão expondo nossas crianças na Avenida Paulista dizendo que, sim, existem crianças trans. Querem transferir sua perversidade para crianças que não sabem o que estão fazendo ali”, declarou Donato.
O deputado federal Mário Frias (PL-SP) afirmou que irá buscar seus correligionários para dar andamento a um projeto de sua autoria que proíbe crianças em manifestações como a de domingo.
“Tenho um projeto de lei que impede que crianças participem de eventos como a Parada Gay. Portanto, na terça-feira, na reunião da bancada, irei propor à bancada inteira que se faça um requerimento de urgência para que o líder do PL busque pautar isso com o Lira, porque não dá mais para convivermos com esse tipo de atitude irresponsável de pais e de autoridades que permitem esse absurdo”, disse Frias.
Já a deputada federal Daiana Santos (PCdoB-RS) defendeu a existência de crianças trans e pediu respeito a elas e aos familiares.
“As crianças trans existem e as famílias constantemente têm buscado auxílio para compreensão dessa importante relação. Respeitem os LGBTs, respeitem a nossa comunidade e respeitem as nossas famílias.”, declarou Santos.
A deputada federal Sâmia Bomfim enalteceu a realização da 28ª Parada Gay paulistana, defendendo que o ato deveria ser reconhecido como Patrimônio Cultural Imaterial do Brasil.
“A maior Parada LGBTQIAPN+ do mundo foi linda em sua 28ª edição e merece ser reconhecida como Patrimônio Cultural Imaterial do nosso país, para que ninguém ouse ameaçá-la, para que ela siga existindo e encantando, contem comigo nessa batalha.”, declarou Bomfim
A polêmica suscita a discussão sobre até que ponto se deve ir na defesa da diversidade e inclusão, sem comprometer a proteção e a inocência das crianças, ou instrumentalizá-las.