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Bolsonaro, Carlos e Ramagem são indiciados pela Polícia Federal acusados de espionagem contra autoridades

Ex-presidente já é réu em outro caso que investiga acusações sobre golpe de Estado.

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Redação Brasil Paralelo
Publicado em
Bolsonaro, ex-presidente foi indiciado em caso da "Abin Paralela" junto com Carlos Bolsonaro e Ramagem.
Fonte da imagem: Valor Econômico

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Jair Bolsonaro, seu filho Carlos Bolsonaro (Republicanos-RJ), e Alexandre Ramagem (PL-RJ) foram indiciados pela Polícia Federal (PF) por supostamente espionarem autoridades. 

O inquérito embasou o indiciamento de  outras 32 pessoas e foi encaminhado ao STF na manhã desta terça-feira (17). 

Segundo a PF, uma estrutura foi montada dentro da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) com o objetivo de servir interesses políticos e pessoais do ex-presidente e seus familiares. 

A principal ferramenta utilizada era o software espião israelense First Mile, que permitia o monitoramento da localização de celulares em tempo real

De acordo com a polícia, bastava inserir o número de telefone de um alvo para que ele fosse acompanhado em um mapa

O sistema teria sido usado ao menos 887 vezes para espionar uma lista de autoridades, como:

  • Alexandre de Moraes;
  • Dias Toffoli;
  • Luis Roberto Barroso; 
  • Luiz Fux; e
  • Arthur Lira. 

Bolsonaro já é réu e foi interrogado por outro caso

Este não é o primeiro processo judicial enfrentado por Bolsonaro e seus apoiadores

Na semana passada, o ex-presidente e outros sete réus prestaram depoimento ao ministro Alexandre de Moraes no processo que investiga a tentativa de golpe de Estado

A PF, inclusive, dedicou um capítulo no relatório da "Abin paralela" para detalhar as conexões entre os dois casos.

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O que os indiciados falaram sobre o caso?

Bolsonaro e o deputado Alexandre Ramagem ainda não se pronunciaram sobre o indiciamento

Já Carlos Bolsonaro criticou a ação em uma rede social, sugerindo que se trata de uma perseguição política ligada às eleições de 2026:

"Alguém tinha alguma dúvida que a PF do Lula faria isso comigo? Justificativa? Creio que os senhores já sabem: eleições em 2026? Acho que não! É só coincidência."

Próximos passos

O indiciamento pela PF não significa que eles já são réus neste caso

Agora, o relatório está nas mãos do ministro Alexandre de Moraes, que deverá encaminhá-lo à Procuradoria-Geral da República (PGR). 

Caberá à PGR analisar as provas e decidir se oferece ou não uma denúncia formal contra Bolsonaro e os outros 34 indiciados

Se a denúncia for aceita pelo STF eles se tornarão réus também no processo sobre a suposta espionagem.

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