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Mundo•5 min de leitura

Acampamentos trans para crianças e adolescentes se espalham nos EUA

Crianças são expostas a conversas sobre troca de sexo e movimento LGBT em espaços espalhados pelos EUA.

Por
Redação Brasil Paralelo
•Publicado em
Acampamentos trans tem miradocrianças e adolescentes confusos para espalhar ideologia de g|ênero
Fonte da imagem: Transcending Alodescence

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Acampamentos ao redor dos EUA estão reunindo crianças e adolescentes para tratar de questões LGBT.

Apenas o portal Brave Camp Trails reuniu informações sobre mais de 16 instalações desse tipo ao redor do país e na fronteira com o Canadá.

Essas instalações abrem suas portas para crianças desde pequenas. O QT Camp, por exemplo, começa a aceitar os menores a partir dos seis anos de idade.

Os programas combinam atividades típicas de férias, como trilhas, esportes e fogueiras, com conversas sobre gênero e troca de sexo. 

As organizadores afirmam que o objetivo é oferecer um ambiente onde os participantes possam conviver “sem medo de discriminação”.

  • O experimento com crianças conduzido por um dos primeiros nomes nos estudos sobre de gênero é o tema do primeiro filme internacional da Brasil Paralelo, O Menino Que Se Chamava Brenda. Assista ao trailer completo abaixo:

Acampamento passa por diversos locais na Carolina do Norte

Em muitos casos, os acampamentos são feitos por ONGs e acontecem em instalações alugadas durante o verão.

Um dos exemplos é o Transcending Adolescence, criado em 2019 por Jacob e Chrissy Hofheimer.

As edições costumam acontecer em acampamentos alugados nas florestas na Carolina do Norte para receber jovens entre 8 e 17 anos durante uma semana.

Além dos momentos de lazer normais para um acampamento, a organização reserva todas as noites para rodas de conversa sobre temas como:

  • identidade de gênero;

  • uso de pronomes;

  • ansiedade relacionada ao uso de banheiros públicos;

  • autoestima;

  • depressão;

  • relacionamentos;

  • uso de substâncias;

  • cuidados com a saúde mental.

Foto de menores em uma das atividades do acampamento
Reprodução.

Os organizadores também convidam psicólogos e especialistas de diversas áreas para conversar com os participantes.

Além disso, participam advogados que explicam como funcionam leis estaduais envolvendo pessoas trans e respondem dúvidas sobre essas normas.

Outra característica do programa é que todos os integrantes da equipe também possuem identidades de gênero diversas ou são transgêneros.

Durante o acampamento, os participantes podem escolher utilizar os nomes e pronomes que desejam.

Camp Indigo Point reuniu mais de 96 adolescentes

Outro exemplo é o Camp Indigo Point, realizado pela primeira vez em Illinois. O programa recebeu 96 crianças e adolescentes de 26 estados americanos.

O acampamento ocorreu em uma antiga área pertencente às escoteiras, sem energia elétrica e sem acesso à internet.

Os participantes foram divididos por idade em pequenos grupos chamados de "vilas", eles não foram separados por sexo.

Também havia momentos de conversa ao redor da fogueira para os adolescentes alegarem sofrer dificuldades fora do acampamento.

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Color Splash Out muda de endereço todos os anos

No Texas, outro programa segue uma proposta parecida. O Color Splash Out recebe jovens LGBTQ+ durante quatro dias. O local do acampamento muda todos os anos.

Os participantes pagam o valor que conseguem contribuir e muitos frequentam gratuitamente.

As cabanas recebem nomes escolhidos pelos próprios adolescentes, inspirados em movimentos culturais LGBT e competições de drag queens.

Menores de idade no acampamento
Menores de idade no acampamento — The Guardian

Durante o evento, os jovens conversam sobre identidades LGBT, estratégias para lidar com o estresse e maneiras de fortalecer a autoestima.

Logo no início do acampamento, cada participante informa o nome e os pronomes pelos quais deseja ser chamado durante aqueles dias.

Adolescentes trans disparam nos EUA

Atualmente, mais de 25% dos trans nos EUA são crianças e adolescentes na faixa etária de 13 a 17 anos.

A transição de sexo em crianças não é uma novidade.

Na realidade, o próprio médico responsável por difundir o conceito, John Money, fez um experimento envolvendo bebês. 

Ele defendia que o sexo biológico não determinava a forma como uma pessoa se identificava, mas sim a socialização a partir dos primeiros meses de vida.

O experimento polêmico de John Money

Essa tese o levou a realizar um de seus experimentos mais polêmicos, o caso dos irmãos Reimer.

Um dos principais problemas para sua teoria dentro da comunidade científica na época era que ela não poderia ser testada de maneira experimental.

O cenário muda quando aparece a família Reimer. Os pais tiveram dois irmãos gêmeos, porém um deles, Bruce, perdeu o pênis durante uma cirurgia de circuncisão mal sucedida.

Desesperados, eles aceitam seguir os conselhos do médico e criar o filho que passou pelo acidente como se fosse uma menina, Brenda.

A experiência é catalogada como um sucesso, mas a realidade dos irmãos é bem mais sombria.

Essa história está sendo contada pela Brasil paralelo em seu novo filme O Menino que se Chamava Brenda. Assista ao trailer completo abaixo:

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