Lula criticou a ausência de Trump no G20
Durante sua fala na cúpula que reúne as 20 maiores economias do mundo, Lula acusou o presidente americano de tentar acabar com as organizações multilaterais:
“O presidente Trump está tentando fazer uma pregação prática do fim do multilateralismo, tentando fortalecer o unilateralismo. E eu acho que vai vencer o multilateralismo”
Ele seguiu sua fala dizendo que a falta dos EUA não significa nada, já que as demais grandes economias do mundo compareceram:
“A ausência de um dirigente não significa nada para o G20. Não significa nada, porque o G20 são as maiores economias do mundo”.
Entenda as acusações de Trump contra a África do Sul
Trump confrontou o presidente da África do Sul, Cyril Ramaphosa, sobre um suposto genocídio contra fazendeiros brancos em seu país, durante um encontro no Salão Oval em maio.
Após falar sobre temas como comércio e minerais, o presidente americano começou a tratar sobre essa questão:
"Temos milhares de reportagens falando sobre isso. Temos documentários, temos notícias", afirmou.
Logo em seguida, o Trump pediu que as luzes do salão oval fossem apagadas e mostrou um vídeo.
A gravação trazia um compilado de discursos violentos do líder do partido marxista Combatentes pela Liberdade Econômica, Julius Malema. Veja completo abaixo:
O vídeo começa com Malema discursando no parlamento sul-africano e defendendo abertamente a invasão de propriedades rurais:
“Não há nada que vocês possam fazer, nada que este parlamento possa fazer. Com ou sem vocês o povo continuará ocupando terras, não precisamos da permissão de vocês, do presidente e de ninguém… Vamos ocupar terrar”.
Logo em seguida, aparece o trecho de um comício no qual o líder socialista afirma que “uma revolução demanda matança em um ponto”.
O presidente americano também mostrou imagens de uma procissão feita por pessoas que perderam seus parentes para a violência rural na África do Sul.
Na gravação diversas cruzes estão dispostas na estrada, cada uma representaria um fazendeiro branco morto.
Poucas semanas antes do acontecimento, o governo americano havia dado status de refugiado para fazendeiros sul africanos.
Após o vídeo, o presidente da África do Sul afirmou que esse se trata apenas de um grupo muito pequeno de pessoas que têm essa visão mais radical.