Presidente sul-africano chama brancos que buscam refúgio nos EUA de “covardes”
Governo americano reconheceu que esse grupo tem sofrido descriminação.

O presidente da África do Sul, Cyril Ramaphosa, criticou a recente chegada de 59 sul-africanos brancos que receberam status de refugiados nos Estados Unidos.
Em um evento agrícola na província de Free State, na última segunda-feira (12 de maio), Ramaphosa classificou a atitude do grupo como um "ato de covardia".
"Como sul-africanos, somos resilientes, não fugimos dos nossos problemas. Temos de ficar aqui e resolver os nossos problemas. Quando se foge, é covarde… eles voltarão em breve, porque não há país como a África do Sul".
Trump garantiu status de refugiados para os afrikaners
Este primeiro grupo de afrikaners desembarcou em Washington D.C. como parte de um programa promovido por Trump.
A justificativa do governo americano é que a minoria étnica branca estaria enfrentando "discriminação racial" e perseguição em seu país de origem.
Em fevereiro deste ano, o presidente assinou um decreto denunciando supostas violações de direitos humanos contra brancos na África do Sul.
A ordem cita como exemplos a expropriação de terras sem indenização e falou em uma "matança em larga escala de agricultores brancos". Trump chegou a descrever a situação como um "genocídio".
O governo sul-africano contesta as alegações de Washington. O ministro das Relações Exteriores, Ronald Lamola, declarou que "não há perseguição aos sul-africanos brancos afrikaners".
Ele afirma que os dados policiais do país desmentem a narrativa de um "genocídio branco".
O próprio presidente Ramaphosa afirmou ter dito a Trump, em um telefonema recente, que a avaliação dos EUA sobre a perseguição "não é verdadeira".
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