Com o processo fechado, começa a execução das penas do grupo acusado de liderar a tentativa de golpe.

O Supremo Tribunal Federal concluiu o julgamento do chamado Núcleo 1, o grupo central acusado de articular a tentativa de golpe após as eleições de 2022. Com o fim do processo, não cabem mais recursos, e as penas começam a ser executadas imediatamente.
Por isso, além de Jair Bolsonaro, outros nomes de alta patente e ex-integrantes do governo passaram a cumprir pena ou tiveram a prisão autorizada.
De acordo com o STF, o Núcleo 1 é formado pelos investigados que teriam atuado diretamente na coordenação política, militar e institucional da tentativa de ruptura.
A condenação agora avança porque o prazo para novos recursos se encerrou e nenhuma defesa apresentou contestações válidas.
A seguir, quem foi alcançado pela decisão do Supremo:
Já presos:
Com início da pena autorizado pelo STF:
Já estava preso:
Em regime domiciliar:
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Já estava detido desde sábado (22), após decisão preventiva de Moraes apontar risco de fuga e violação da tornozeleira.
Com o trânsito em julgado, a pena começou a ser executada e Bolsonaro permanece na Superintendência da PF em Brasília.
O ex-chefe do GSI foi preso pelo Exército e entregue ao Comando Militar do Planalto. Ali cumprirá pena em instalações militares, como prevê o Estatuto dos Militares.
Ex-ministro da Defesa, também foi detido no Comando Militar do Planalto. Ambos já estão sob custódia.
Já estava preso preventivamente desde 2024, no Comando da 1ª Divisão do Exército, no Rio. Com o trânsito em julgado, a execução da pena foi formalizada, embora Braga Netto ainda aguarde despacho específico sobre sua situação final.
Ex-comandante da Marinha. Pena iniciada, mas o local de cumprimento será definido após posicionamento do Superior Tribunal Militar, responsável por decidir sobre perda ou manutenção de patente.
O ex-ministro da Justiça teve o início da pena determinado. Ele foi condenado por tentativa de golpe e omissão nos atos de 8 de janeiro. A PF decidirá o local de custódia.
O ex-diretor da Abin e atual deputado federal está nos Estados Unidos. Mesmo assim, teve a prisão decretada, e a execução da pena começou. Moraes ordenou prisão preventiva imediata.
O ex-ajudante de ordens cumpre pena em regime domiciliar, por ter colaborado com as investigações como delator. O trânsito em julgado confirmou seu status.
O prazo para novos recursos encerrou na segunda-feira (24). Nenhum dos réus apresentou embargos válidos. Assim, Alexandre de Moraes declarou:
“Declaro o trânsito em julgado da ação penal.”
Com isso, não cabem mais recursos, abrindo automaticamente o caminho para as prisões e transferências.
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