Mundo5 min de leitura

Putin diz que preferia Biden, mas aceita Kamala

Durante um encontro internacional, o presidente russo também falou sobre os termos de paz com a Ucrânia.

Por
Redação Brasil Paralelo
Publicado em
A direita está Kamala Harris, Vice-presidente dos EUA. Ela está discursando para pessoas atrás de um púlpito. Há uma placa na qual se lê: Vice-presidente dos Estados Unidos. A esquerda está Vladimir Putin. Ele está sendo entrevistado. Esta levemente inclinado para a esquerda. Na montagem, ele parece falar com Kamala.
Fonte da imagem: AP News - Reprodução

Receba notícias gratuitamente em seu email

“Meu candidato favorito era Biden. Como ele não irá mais concorrer e recomendou Kamala Harris, é o que irei fazer”, declarou o presidente russo ontem, 5 de setembro. 

Putin falava no Fórum Econômico do Oriente, que aconteceu no leste da Rússia. Ele afirmou que a escolha do vencedor é uma decisão do povo americano. Mencionou ainda não ter problemas com a democrata. E acrescentou:

“Se Harris estiver bem, então talvez deixe de impor mais sanções à Rússia”.

O pronunciamento gerou reações em Washington. O Departamento de Justiça dos EUA afirmou que a emissora russa RT estava tentando influenciar os eleitores americanos, mas não disse qual candidato seria beneficiado. Fontes da AP News indicam que Donald Trump era o favorito de Putin. 

De acordo com a mídia internacional, a fala sobre Kamala se trataria de uma brincadeira.

Pedido de prisão

As declarações do mandatário aconteceram dias depois que a Mongólia ignorou um pedido para prender o presidente. Putin fez uma visita ao país asiático na segunda-feira, 2 de setembro, na qual era esperado que o governo cumprisse a ordem do Tribunal Penal Internacional (ICC) de detê-lo.

Em 17 de março de 2023, o ICC emitiu mandados de prisão contra Vladimir Putin e Maria Lvova-Belova, comissária russa para os Direitos da Criança. Os dois são acusados de deportar crianças ucranianas para a Rússia, o que é considerado crime de guerra. 

Um porta-voz do governo mongol declarou que o país ficou de mãos atadas, uma vez que 95% de seus produtos derivados do petróleo vem da Rússia. 

“Este fornecimento é essencial para garantir nossa existência e a de nosso povo"

A Mongólia tem 3,3 milhões de habitantes e fica entre a Rússia e a China. O governo local se declara neutro em quaisquer conflitos internacionais. A intenção é não ameaçar a vida de quem vive ali. A região é um ponto estratégico tanto para Pequim quanto para Moscou. O governo da Ucrânia disse que foi uma traição à Corte internacional, da qual a Mongólia é membro.

A Mongólia permitiu que o criminoso indiciado escapasse da justiça, compartilhando assim a responsabilidade por seus crimes de guerra. Trabalharemos com parceiros para garantir que isso tenha consequências para Ulaanbaatar", declarou Heorhii Tykhii, porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da Ucrânia.
[VENDA] Brasil Evangélico

Condições para o fim da guerra

Há cerca de dois meses,  Putin anunciou que a Rússia cessaria o fogo e negociaria a paz se a Ucrânia abandonasse suas ambições na OTAN, além de retirar forças de quatro regiões ucranianas reivindicadas por Moscou. 

“Estas condições são muito simples: as tropas ucranianas devem ser completamente retiradas das Repúblicas Populares de Donetsk, Lugansk, regiões de Kherson e Zaporozhye. Hoje estamos fazendo outra proposta concreta e real de paz, mas eles também a recusarão”, declarou. 

A situação revela que o cenário internacional vive um momento complexo. Enquanto a Rússia e a Ucrânia permanecem em conflito, a comunidade internacional observa a eleição americana. Resta saber como o que irá acontecer irá influenciar o mundo.

[VENDA] Brasil Evangélico
[VENDA] Brasil Evangélico