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Polícia de Maduro publica ameaça ao Brasil: “Quem se mete com a Venezuela, se dá mal”

Polícia de Maduro ameaça Brasil

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Redação Brasil Paralelo
Publicado em
Fonte da imagem: CNN

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A Polícia Nacional da Venezuela postou uma imagem polêmica nas redes sociais. A publicação mostra uma bandeira brasileira e, à frente, a imagem borrada do presidente Lula (PT). Também consta a seguinte frase escrita: 

"Quem se mete com a Venezuela se dá mal." 

Não foi a primeira vez que expressões deste tipo foram usadas por Nicolás Maduro. Anteriormente, o ditador já havia publicado: 

“Quem tentou calar ou vetar a Venezuela no passado se deu mal. Quem pretende vetar ou calar a Venezuela nunca conseguirá. A Venezuela não é vetada nem calada por ninguém,” afirmou em outra ocasião, também fazendo referência ao veto.

O post é um episódio da série de controvérsias protagonizadas pelo governo venezuelano depois das eleições. O governo Lula recebeu severas críticas da equipe de Maduro após ter apoiado o veto da Venezuela nos BRICS. 

Para que um país seja aceito como membro, seja de forma permanente ou temporária, é necessário que todos os membros entrem em consenso. 

Lula orientou que o Brasil impedisse a entrada da Venezuela no bloco. 

A apuração do jornalista Américo Martins, da CNN, revelou que se tratou de um pedido pessoal de Lula.

A tensão entre os dois países

O episódio marca mais um capítulo da polêmica diplomática entre a Venezuela e o Brasil. Os dois países tiveram relações rompidas em 2019, mas mesmo após a retomada, têm enfrentado tensões. 

As relações entre os dois países  ficaram mais difíceis após o governo brasileiro reconhecer a falta de transparência nas eleições venezuelanas, em julho, e afirmar que não reconhece a eleição de Maduro nem do candidato de oposição. 

O Conselho Nacional Eleitoral da Venezuela (CNE) não forneceu resultados claros, a oposição alegou fraudes significativas, e vários países e instituições da comunidade internacional não reconheceram o resultado como a própria ONU e a União Europeia. 

O candidato oposicionista, Edmundo González, afirma ter conquistado 67% dos votos em uma contagem paralela. Ele atualmente vive exilado na Espanha, em virtude de ameaças realizadas pelo governo Maduro.

Recentemente, o governo Lula vetou a entrada da Venezuela como parceira dos BRICS, grupo inicialmente composto por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul. Recentemente, o bloco passou a incluir também Egito, Etiópia, Emirados Árabes Unidos, Irã e Arábia Saudita.

Durante a última cúpula do grupo, realizada na Rússia, foram feitos convites a novos países para se tornarem parceiros dos BRICS, uma posição de menor hierarquia que a de membro. A entrada da Venezuela contava com o apoio de outros membros, especialmente da Rússia e da China, seus aliados, No entanto, o Brasil e a  Nicarágua bloquearam o convite. 

Maduro chegou de surpresa à Kazan, onde ocorreu o encontro, mas não conseguiu mudar a decisão brasileira. 

Lula não compareceu à cúpula na Rússia devido a um acidente doméstico que o impediu de viajar longas distâncias. 

Após o veto à Venezuela, Tarek William Saab, procurador-geral do Ministério Público da Venezuela, afirmou sem provas que o presidente brasileiro teria inventado o acidente como desculpa para faltar ao encontro dos BRICS e impedir a inclusão da Venezuela.

“Fontes próximas no Brasil informaram que o presidente Lula da Silva teria manipulado a situação de um suposto acidente para usá-lo como álibi e evitar participar da recente cúpula dos BRICS”, afirmou Saab, conforme comunicado divulgado nas redes sociais do Ministério Público venezuelano.
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Lula é um antigo aliado histórico da Venezuela

O Brasil e a Venezuela foram aliados históricos durante mais de três décadas. Em maio de 2023, chegou defender a existência de democracia na Venezuela:

"Não é possível que não tenha o mínimo de democracia na Venezuela. Eu brigava com o Chávez porque qualquer coisa ele queria fazer um referendo."

Também chegou a afirmar que o conceito de democracia é relativo:

“Não é possível que não tenha o mínimo de democracia na Venezuela. Eu brigava com o Chávez porque qualquer coisa ele queria fazer um referendo."

Em março deste ano, criticou a candidata Maria Corina Corina Machado, que fazia oposição a Maduro:

"Eu fui impedido de concorrer nas eleições de 2018 e, em vez de ficar chorando, eu indiquei um outro candidato que disputou as eleições."
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