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Petrobras corta venda à distribuidora suspeita de ligação com o PCC

Empresa recorreu ao TCU e diz que a medida pode afetar mais de 250 órgãos públicos.

Por
Gabriel Costa
Publicado em
Rede Sol
Fonte da imagem: Divulgação

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A Petrobras deixou de vender combustíveis à Rede Sol, distribuidora citada em uma investigação sobre possível ligação financeira com o PCC.

A interrupção começou no dia 1º de agosto, segundo informações publicadas pelo colunista Lauro Jardim, do jornal O Globo.

A Rede Sol aparece na Operação Carbono Oculto, investigação que apura suspeitas de lavagem de dinheiro ligada ao setor de combustíveis.

Segundo o Ministério Público de São Paulo, um fundo de investimento ligado ao PCC injetou dinheiro na Rede Sol por meio da compra de títulos de dívida da empresa.

Para o MP, a operação teria sido usada como instrumento de lavagem de capitais.

A Petrobras afirma que a decisão foi tomada por critérios de conformidade e gestão de riscos. A estatal levou em conta as investigações que apontam possível associação entre a Rede Sol, seus sócios e a facção criminosa.

O risco aumentou depois que o governo americano classificou o PCC como organização terrorista. Nesse cenário, manter negócios com uma empresa sob suspeita poderia expor a Petrobras a sanções e prejuízos financeiros no exterior.

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Rede Sol recorreu na justiça

A distribuidora reagiu à suspensão e levou o caso ao Tribunal de Contas da União (TCU). A empresa afirmou que a decisão da Petrobras poderia inviabilizar suas atividades e comprometer o abastecimento de mais de 250 órgãos públicos.

A área técnica do TCU rejeitou a denúncia por entender que se tratava de uma controvérsia predominantemente privada.

O caso, porém, não foi encerrado.

O ministro Jorge Oliveira teve outro entendimento e considerou que a suspensão pode ter impacto sobre serviços públicos essenciais. Por isso, determinou que Petrobras e Rede Sol sejam ouvidas antes de uma nova análise pelos técnicos do tribunal.

A decisão da Petrobras mostra como as investigações sobre o PCC avançaram para além da segurança pública.

O caso revela uma face mais profunda do crime organizado no Brasil. O tema é tratado na produção Entre Lobos 2026.

O novo original da Brasil Paralelo investiga como as facções deixaram de atuar apenas na violência de rua e passaram a disputar poder dentro da economia, das instituições e da rotina dos brasileiros.

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