Empresa recorreu ao TCU e diz que a medida pode afetar mais de 250 órgãos públicos.

A Petrobras deixou de vender combustíveis à Rede Sol, distribuidora citada em uma investigação sobre possível ligação financeira com o PCC.
A interrupção começou no dia 1º de agosto, segundo informações publicadas pelo colunista Lauro Jardim, do jornal O Globo.
A Rede Sol aparece na Operação Carbono Oculto, investigação que apura suspeitas de lavagem de dinheiro ligada ao setor de combustíveis.
Segundo o Ministério Público de São Paulo, um fundo de investimento ligado ao PCC injetou dinheiro na Rede Sol por meio da compra de títulos de dívida da empresa.
Para o MP, a operação teria sido usada como instrumento de lavagem de capitais.
A Petrobras afirma que a decisão foi tomada por critérios de conformidade e gestão de riscos. A estatal levou em conta as investigações que apontam possível associação entre a Rede Sol, seus sócios e a facção criminosa.
O risco aumentou depois que o governo americano classificou o PCC como organização terrorista. Nesse cenário, manter negócios com uma empresa sob suspeita poderia expor a Petrobras a sanções e prejuízos financeiros no exterior.
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A distribuidora reagiu à suspensão e levou o caso ao Tribunal de Contas da União (TCU). A empresa afirmou que a decisão da Petrobras poderia inviabilizar suas atividades e comprometer o abastecimento de mais de 250 órgãos públicos.
A área técnica do TCU rejeitou a denúncia por entender que se tratava de uma controvérsia predominantemente privada.
O caso, porém, não foi encerrado.
O ministro Jorge Oliveira teve outro entendimento e considerou que a suspensão pode ter impacto sobre serviços públicos essenciais. Por isso, determinou que Petrobras e Rede Sol sejam ouvidas antes de uma nova análise pelos técnicos do tribunal.
A decisão da Petrobras mostra como as investigações sobre o PCC avançaram para além da segurança pública.
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