Pesquisa revela que 90% dos universitários americanos já se censuraram por causa de seus colegas
Em um cenário onde a maioria é progressista, estudantes evitam falar o que pensam.
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Uma pesquisa sobre o clima para liberdade de expressão nos campus universitários dos EUA expõem o fechamento das instituições para opiniões divergentes entre estudantes.
De acordo com os estudantes, o tema mais difícil de se debater é o aborto, seguido por controle de armas, desigualdade racial e direitos trans.
A pesquisa revelou a existência de grande maioria de alunos progressistas dentro dos campus analisados.
Segundo as respostas, 48% dos entrevistados se declaram como progressistas, enquanto apenas 19% se enxergam como conservadores.
Dos 32% que não se identificam com nenhuma das duas classificações:
- 9% nunca pensaram nessa questão,
- 14% disseram estar "no meio termo"
- 3% identificarem como socialistas democráticos e
- 2% como libertários.
Com esse plano de fundo, o estudo ressalta que 31% dos entrevistados se declaram democratas, enquanto apenas 12% são republicanos.
Em média, 48% são independentes, 20% simpatizantes dos democratas, 10% dos republicanos e 18% sem simpatia por nenhum dos partidos.
A pesquisa seguiu informando que 21% dos estudantes costumam esconder normalmente seus pontos de vista dos colegas, professores e funcionários das instituições.
Outros 66% dos estudantes afirmaram esconder seus pensamentos em alguns momentos, enquanto apenas 14% dizem jamais ter feito isso.
O relatório complementa esses dados informando que 90% dos alunos reconhecem já ter se censurado pelo menos uma vez durante conversas com outros estudantes.
O número é igual quando se trata de conversas com os professores e sobe para 91% quando se refere a discussões em sala de aula.
O cenário é ainda pior, já que os dados da pesquisa indicam que 79% dos universitários não enxergam medidas das universidades para garantir a liberdade de expressão.
O relatório elaborado pelo instituto de pesquisas College Pulse, em parceria com a Foundation for Individual Rights in Education (FIRE) e a Real Clear Education, entrevistou 55.102 estudantes de 254 instituições de ensino.
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