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O fim do Hamas, a deshamasificação da Faixa de Gaza, é mais que militar. Entenda com André Lajst, especialista em Israel e Oriente Médio

A deshamasificação da faixa de gaza é eliminar o poder militar e de influência do Hamas na educação e na cultura.

Por
Victor Lucius
Publicado em
André Lajst da StandWithUs Brasil explica o que é deshamasificação
Fonte da imagem: StandWithUs Brasil - André Lajst, presidente em 2023

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Quem explica a deshamasificação é André Lajst, cientista político especialista em Israel e no Oriente Médio, presidente da ONG StandWithUs Brasil. Ele criou o termo para explicar que a eliminação da capacidade militar do Hamas é apenas o início. Se a mentalidade de extermínio aos judeus continua viva, mais cedo ou mais tarde o poder bélico pode voltar. 

André afirma que o Hamas controla os meios de informação provenientes da Faixa de Gaza, manipula informações e interfere na educação. Que, de acordo com estudos, de 10% a 15% da população muçulmana mundial, uma minoria, tem posições fundamentalistas; e que, 3% desses 15% estariam dispostos a pegar em armas, o que corresponde a milhões. 

São o que compõe os perfis que Lajst denomina como: Islã Militante Radical Sunita e Islã Militante Radical Xiita. Disse ainda que o Hamas recebeu treinamento Iraniano e que jamais haverá acordo de paz, uma vez que a paz é justamente o que não querem e aquilo a que mais eles se opõem, conforme seu próprio estatuto.

Em uma coletiva de imprensa promovida pelo Consulado Geral de Israel junto da Federação Israelita do Estado de São Paulo (Fisesp) e da StandWithUs Brasil, André esclareceu sobre a existência de um eixo de resistência, que é contra a normalização do Oriente Médio, e que o Hamas é apenas uma das peças, movimentadas pelo Irã. 

Relembra que o Irã é contra os acordos de Abraão e movimenta guerras locais para que não haja paz.

Junto da destruição do povo judeu, a intenção desse eixo de resistência é, de acordo com André, o alcance do Estado Islâmico em toda a palestina, o que vitimizaria também os cristãos

Durante a coletiva, assistimos a 40 minutos de imagens chocantes, mostrando os horrores cometidos pelos terroristas do Hamas. Por questões éticas e pela sensibilidade do tema, as imagens não podem ser divulgadas, mas em uma matéria mais completa, descrevi o que foi dito e o que foi exibido. 

Confira: Consulado de Israel no Brasil promove coletiva de imprensa para combater fake news que ajudam terroristas.

A deshamasificação e os palestinos sendo usados como escudo

O principal termo usado por André, criado por ele, é a deshamasificação da Faixa de Gaza, ou seja, a eliminação não somente da capacidade militar do Hamas, mas sobretudo da mentalidade, da educação feita, da manipulação exercida pelo Hamas para que as pessoas já cresçam almejando a destruição dos Judeus e do Estado de Israel. 

O Hamas atua usando civis como escudo humano, ressalta Rafael Erdreich, Cônsul de Israel no Brasil. E foi além, mostrou que o Hamas instala suas bases para disparar mísseis próximos a escolas, hospitais, mesquitas, restaurantes, hotéis e edifícios diplomáticos. Essas instalações ficam a menos de 100 metros, em alguns casos a menos de 50 metros de ambientes frequentados por civis. 

Ao mesmo tempo, impedem os palestinos de buscarem as zonas seguras e dizem que a segurança deles é um problema de Israel e da ONU. 

Um dos dados apresentados também revela um mapa apontando que 550 mísseis que caíram em Gaza foram disparados pelo próprio Hamas e falharam. Parte sequer é disparada, ocasionando explosão já no início, outros são lançados e caem sem alvo específico, na própria Faixa de Gaza. 

Disse também que o Hamas controla o Ministério de Saúde em Gaza, mente os números, controla jornalistas e que nenhuma informação que venha de Gaza é confiável, uma vez que é controlada pelo grupo terrorista.

A uma das jornalistas que contrapunha as informações apresentadas com dados vindos de Gaza, o Cônsul perguntou:

“O Hamas não faz Fake News? Você não sabe muito sobre o Hamas, não sabe que eles mentem”. 

Indagando sobre o motivo da coletiva de imprensa, um outro jornalista perguntou:

Ao que o Cônsul e André Jast responderam:

“Notamos uma onda de negacionismo. Jornalistas e professores de renome estão começando a espalhar teorias de que o Hamas não teria atacado, que seria uma manipulação de Israel.

Queremos provar o que aconteceu e combater a negação dos fatos mostrando os horrores que eles cometeram. Não haverá paz enquanto o Hamas existir”. 

Você pode se aprofundar mais nesse tópico com uma aula do professor e cientista político Heni Ozi Cukier, HOC, explicando esses 5 mitos sobre o conflito Israel e Hamas.

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