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Novo ataque à Igreja: ditadura de Ortega na Nicarágua dissolve a ordem dos Franciscanos

Desde 2018, o governo vem endurecendo sua relação com a Igreja Católica.

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Redação Brasil Paralelo
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O ditador da Nicarágua, Daniel Ortega, e sua esposa e vice, Rosario Murillo, em parada militar em Manágua, em setembro.
Fonte da imagem: Jairo Cajina - 5.set.23/Governo da Nicarágua/AFP

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Em mais um ataque à Igreja Católica, a ditadura de Daniel Ortega dissolveu a ordem dos Frades Menores Franciscanos, além de 16 organizações não governamentais ligadas à Igreja Católica e denominações evangélicas.

A ordem e as demais instituições tiveram sua personalidade jurídica cancelada na última terça-feira (24).

De acordo com o diário oficial do regime, a justificativa para o fechamento dessas entidades é de que elas não informaram fontes de financiamento e detalhes de doações.

Com a decisão, os bens móveis e imóveis das organizações são transferidos ao Estado.

Ataques às instituições religiosas estão cada vez mais frequentes

Em agosto foi a vez da Companhia de Jesus, ordem da Igreja Católica, que também teve a personalidade jurídica cancelada. Mesmo com a perseguição, os padres jesuítas decidiram permanecer no país.

No mesmo mês, a Universidad Centroamericana foi alvo da perseguição da ditadura nicaraguense. Fundada em 1960 pela Companhia de Jesus, o centro de ensino foi acusado de ser um “centro de terrorismo” que organizava “grupos criminosos armados e encapuzados”.

Os bens da universidade foram transferidos para o Estado, e o regime passou a gerir a instituição e a indicar nomes para cargos de confiança.

A instituição mudou de nome para Universidad Nacional Casimiro Sotelo Montenegro.

"Agradecemos a Deus, à Revolução Popular Sandinista, ao nosso presidente, o comandante Daniel Ortega Saavedra, e à nossa companheira e vice-presidente, Rosario Murillo", afirmou o novo reitor, Alejandro Genet Cruz, em seu discurso de posse, no dia 18 de agosto.

Vários religiosos foram instados a deixar o país e 12 padres foram enviados a Roma na última semana após sua libertação.

Segundo apuração da Folha de S. Paulo, a Nicarágua fechou mais de 3.000 ONGs desde que endureceu a legislação após protestos de 2018 contra o regime, que em três meses de bloqueios de ruas e confrontos deixaram mais de 300 mortos, segundo as Nações Unidas (ONU).

Desde 2018, o governo de Daniel Ortega promoveu a:

  • perseguição de opositores;
  • repressão de quem discorda do atual governo;
  • compra dos meios de comunicação;
  • criação de leis que permitem a expansão do poder e da duração de seu regime;
  • perseguição de religiosos e defensores dos direitos humanos;
  • expulsão de ordens religiosas;
  • proibição do culto;
  • fechamento de ONGs e associações pró-direitos humanos;
  • restrição do ingresso ao país com objetos que possam registrar imagens e vídeos;
  • perseguição de familiares de opositores ao regime.

As denúncias foram feitas por nicaraguenses, pela ONU e diversas instituições de direitos humanos. Muitos exilados nicaraguenses consideram a Nicarágua como uma das piores ditaduras do século XXI.

O primeiro documentário brasileiro a dar voz às vítimas da ditadura nicaraguense

A Brasil Paralelo decidiu investigar um dos assuntos que não vinha recebendo atenção na grande mídia: a Nicarágua, uma das piores ditaduras da atualidade. Assista agora NICARÁGUA: Liberdade Exilada.

[LEADS] Brasil Evangélico
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