Eduardo Bolsonaro chegou a convocar boicote contra a marca por considerar comercial uma provocação contra a direita.
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Consideradas por muitos um símbolo nacional, os chinelos da Havaianas estão no centro de uma polêmica neste final de ano.
A marca contratou a atriz Fernanda Torres para fazer uma peça publicitária que foi interpretada por muitos como uma crítica à direita.
Na propaganda, ela aparece falando que não deseja que o ano comece “com o pé direito”, mas sim “com os dois pés”:
“Desculpa, mas eu não quero que você comece 2026 com o pé direito. Não é nada contra a sorte, mas vamos combinar, sorte não depende de você, depende de sorte. O que eu desejo é que você comece o ano novo com os dois pés…”
A fala tem sido vista como provocação política contra a direita. Nas redes sociais, a campanha provocou reações de figuras nesse espectro político.
Eduardo Bolsonaro gravou um vídeo no qual disse estar decepcionado com a marca e chegou a jogar fora um par de chinelos Havaianas.
Ele incentivou um boicote contra a empresa, sugerindo que consumidores optem por marcas concorrentes.
O ex-deputado também comparou a situação ao que aconteceu com a Budweiser, que enfrentou boicotes após lançar uma campanha com um influenciador trans.
A marca Havaianas pertence à família de banqueiros Moreira Salles, da qual faz parte o diretor Walter Salles Jr.
Apesar de ser bilionário e fazer parte de uma das famílias mais poderosas do Brasil, Salles simpatiza com histórias e pautas ligadas à esquerda.
O diretor chegou a participar do filme Diários de Motocicleta, que conta a história de uma viagem feita pelo jovem Che Guevara de maneira romantizada.
Ele também foi o diretor do filme Ainda Estou Aqui, que ganhou o Oscar de melhor produção estrangeira e deu a Fernanda Torres o prêmio de melhor atriz.
O filme conta a história de Eunice Paiva e da morte de Rubens Paiva, deputado que desapareceu durante o regime militar após ser preso por colaborar com a guerrilha.
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