Ex-presidente poderá passar por outro procedimento para tratar de soluços caso o tratamento clínico não funcione.

Bolsonaro passou pela oitava cirurgia desde o atentado que sofreu em 2018, quando levou uma facada durante um comício em Juiz de Fora.
Preso na sede da Polícia Federal em Brasília, o ex-presidente foi internado no hospital DF Star para correção de uma hérnia inguinal bilateral.
Esse tipo de patologia é uma fraqueza na parede abdominal, o que faz com que órgãos como intestino escapem para ambos os lados da virilha.
Do lado direito, havia a saliência de uma alça intestinal e do esquerdo, uma camada de gordura escapava pela parede abdominal.
O procedimento consiste em empurrar o órgão ou tecido de volta ao abdômen e reforçar a região com uma tela de polipropileno.
A cirurgia durou cerca de 3h30. A equipe informou que Bolsonaro está consciente e em recuperação no quarto. A previsão é de permanência hospitalar entre cinco e sete dias.
Além da cirurgia, os médicos avaliam a necessidade de um segundo procedimento para tratar crises de soluços recorrentes, que chegam a 40 episódios por minuto.
Uma das hipóteses é o bloquear o nervo frênico, que controla o diafragma. O procedimento é reservado a casos graves e está previsto para segunda-feira (29), caso o tratamento clínico não surta efeito.
A internação foi autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes e aconteceu sob um forte esquema de segurança da Polícia Federal.
Bolsonaro foi levado ao hospital em veículos descaracterizados, entrou pela garagem e permanece vigiado 24h por dois agentes da PF em sua porta.
Computadores, celulares e qualquer aparelho eletrônico estão proibidos no quarto. Apenas Michelle Bolsonaro e os filhos têm permissão para visitá-lo, mediante autorização judicial.
Na porta do hospital, Flávio Bolsonaro leu uma carta escrita pelo pai, indicando-o como pré-candidato à Presidência em 2026.
Desde o atentado de 2018, Bolsonaro já foi submetido a sete cirurgias, incluindo procedimentos como:
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