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Política5 min de leitura

Instituto lança guia completo para instruir líderes religiosos durante as eleições

Publicado pelo Instituto Brasileiro de Direito e Religião (IBDR), o manual orienta como exercer a cidadania e a fé sem violar a legislação eleitoral brasileira.

Por
Redação Brasil Paralelo
Publicado em
instituto brasileiro de direito e religião (IBDR).
Fonte da imagem: instituto brasileiro de direito e religião (IBDR).

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No ano de 1940, caso alguém andasse pelas ruas do Brasil e perguntasse a 100 pessoas sobre sua religião, apenas três afirmariam ser evangélicas. Hoje em dia, essa mesma pessoa encontraria um resultado totalmente diferente para sua pesquisa. Um em cada quatro brasileiros é evangélico.

Os resultados do Censo de 2022, realizado pelo IBGE, mostram que essa continua a ser a religião que mais cresce no Brasil, fenômeno analisado no original BP: Brasil Evangélico.

O crescimento de fiéis foi acompanhado pelo crescimento de templos e, consequentemente, de líderes religiosos. 

Os membros dessas igrejas passaram também a eleger mais representantes no parlamento, construindo hoje uma forte bancada no Congresso que impacta diretamente a política nacional.

Em um ano de eleições marcadas por emoções à flor da pele, algumas perguntas podem surgir:

  • Um pastor pode declarar apoio a um candidato? 

  • Uma igreja pode receber políticos durante o período eleitoral? 

  • E o que acontece quando uma pregação passa a ser considerada propaganda?

Essas dúvidas são importantes porque uma conduta aparentemente simples pode colocar líderes religiosos e instituições em conflito com a legislação eleitoral.

Para esclarecer esses limites, o Instituto Brasileiro de Direito e Religião (IBDR) lançou o e-book Igreja e Eleições 2026: Liberdade religiosa, participação política e segurança jurídica.

O guia mostra que líderes religiosos continuam livres para participar do debate político como cidadãos, mas essa liberdade muda quando entra em cena a posição institucional da organização.

Clique aqui e faça o download do guia completo

Pastor pode apoiar um candidato?

Segundo o guia, pastores e outros líderes religiosos podem manifestar suas posições políticas como pessoas físicas.

Eles podem declarar apoio a candidatos em suas redes sociais pessoais, fazer doações com recursos próprios e ensinar sobre princípios relacionados à cidadania e à vida pública.

O IBDR alerta que o risco começa quando essa manifestação deixa de ser individual e passa a utilizar a estrutura da igreja.

O que não pode acontecer dentro da igreja segundo o IBDR?

Para fins eleitorais, templos religiosos são considerados bens de uso comum. Por isso, não podem ser utilizados para propaganda eleitoral.

Isso impede, por exemplo, pedidos de voto, distribuição de santinhos, instalação de banners de campanha ou uso do microfone para promover uma candidatura.

A restrição também pode alcançar dependências da igreja, como estacionamentos. Mas falar de política não é automaticamente proibido.

Segundo o Guia, líderes podem abordar temas morais, cidadania, teologia pública e características que consideram importantes em representantes políticos. 

O limite aparece quando a mensagem passa a direcionar o voto para determinado candidato.

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Igreja não pode financiar campanhas

A separação também vale para o dinheiro e para a estrutura da instituição. Igrejas não podem fazer doações para campanhas nem colocar seus bens, funcionários ou recursos financeiros a serviço de candidatos.

O uso dessa estrutura em benefício eleitoral pode gerar consequências mais graves, dependendo das circunstâncias analisadas pela Justiça Eleitoral.

Cinco recomendações que o Guia faz aos líderes religiosos

Para facilitar essa avaliação, o guia recomenda que líderes religiosos observem cinco pontos antes de promover eventos ou manifestações relacionadas às eleições.

O primeiro é o local: a atividade acontece dentro da igreja ou em um espaço pessoal?

Depois vem o conteúdo: estão sendo discutidos princípios ou promovida uma candidatura?

Também é preciso analisar a finalidade da manifestação, os recursos utilizados e o vínculo institucional de quem está falando.

A lógica é simples: quanto mais a atuação política se confunde com a estrutura e a posição oficial da igreja, maior precisa ser o cuidado com a legislação eleitoral.

Clique aqui e faça o download do guia completo

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