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Por que a decapitação de Thomas More é celebrada como dia de festa?

Thomas More é conhecido como um dos maiores intelectuais ingleses, tendo criado o termo Utopia.

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Redação Brasil Paralelo
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Filme O Homem Que Não Vendeu Sua Alma
Fonte da imagem: Filme O Homem Que Não Vendeu Sua Alma

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Thomas More tem a alcunha de ser o homem que não vendeu a sua alma. Era um alto dignitário na corte inglesa e foi injustamente acusado de traição. 

Manteve-se fiel e perdeu a cabeça em 22 de junho de 1535. Ele poderia ter sobrevivido, mas às custas de se ver para sempre como um traidor. O que você faria no lugar dele?

O que pode parecer uma tragédia é lembrado com júbilo por devotos e admiradores de More.

O filme premiado de Thomas More

A história de Thomas More é tão impressionante que se tornou filme. Lançado em 1966, o filme O Homem Que Não Vendeu Sua Alma ganhou o público imediatamente, tendo vencido 6 Oscars após sua estreia, incluindo a premiação de Melhor Filme.

O filme retrata o conflito espiritual de More: proteger sua família e manter seu alto cargo ou perseguir a justiça e a verdade para salvar sua alma.

Um dos episódios mais sangrentos da Inglaterra

Os problemas de Thomas começaram quando o rei Henrique VIII perdeu as esperanças de ter um herdeiro homem com sua esposa Catarina de Aragão. O monarca tenta anular seu casamento, mas o Papa não permite, alegando que não encontrou nenhum erro na constituição do matrimônio.

Revoltado com a resposta do Pontífice Romano, Henrique VIII rompe todos os laços com a Igreja Católica e funda a Igreja Anglicana. Mesmo assim, sua nova fé não o satisfez, o rei decidiu obrigar todos os ingleses a professarem sua nova fé.

Segundo o escritor Geral Warner, em um artigo publicado no jornal The Telegraph, 57 a 72 mil católicos ingleses foram assassinados por ordem de Henrique VIII por não se tornarem anglicanos. 

Thomas era amigo e conselheiro pessoal do rei, mas a nova atitude entrava em conflito com o que era mais valioso em sua vida: estar com Deus.

As conquistas de Thomas More

Além de suas conquistas intelectuais, como a obra Utopia, criadora do termo moderno, foi a alegria e fidelidade aos seus princípios que fez com que o martírio de More se tornasse um dia de festa.

A família de More era conhecida por ser um centro de intelectualidade e alegria. Todos os filhos aprenderam latim, grego, lógica, astronomia, medicina, matemática e teologia. Os More eram conhecidos por suas frequentes reuniões com amigos. 

Segundo o famoso intelectual Erasmo de Roterdã, amigo íntimo da família:

"Verdadeiramente, é uma felicidade conviver com eles."

O Homem Que Não Vendeu Sua Alma traz todos esses elementos da vida de More, levantando questões políticas e filosóficas basilares para a sociedade e a vida humana. 

O nome original é A Man For All Seasons (Um Homem Para Todas as Estações), indicando que More seria fiel a seus princípios em todas as circunstâncias.

O site Rotten Tomatoes avaliou o filme em 89% após reunir a avaliação de muitos dos principais críticos de cinema.

[LEADS] Brasil Evangélico
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