Ameba Comedora de Cérebro: menina de 8 anos morre com infecção rara e sem cura
Uma cidade inteira se uniu em campanha de apoio à família, enquanto Lillian lutava contra a infecção no hospital.

Uma menina de 8 anos morreu nos Estados Unidos após ser infectada por uma ameba que vive em lagos de água doce e quase sempre mata quem contamina.
"Lillian correu dos nossos braços para os braços de Jesus."
A frase está na publicação em que os pais de Lillian Smart confirmaram a morte da filha, de 8 anos, no fim de semana.
"Os danos no cérebro dela eram graves demais para que seu pequeno corpo conseguisse se recuperar. Todos fizeram tudo o que podiam para mantê-la aqui".
A causa foi uma infecção por Naegleria fowleri, organismo que as autoridades de saúde americanas chamam de ameba comedora de cérebro.
Segundo o Departamento de Saúde da Louisiana, o contágio provavelmente aconteceu enquanto Lillian nadava no Lago Claiborne, no norte do estado.
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A cidade se mobilizou antes da tragédia
O quadro começou como febre. Evoluiu rápido para visão dupla e outros sintomas que preocuparam a família. Os pais levaram a menina ao hospital e os médicos primeiro suspeitaram de meningite bacteriana.
Só depois identificaram a Naegleria fowleri. Lillian estava internada desde 15 de agosto, segundo uma emissora local.
A doença é rara. Nos Estados Unidos, são registrados em média menos de 10 casos por ano. Foi a primeira infecção confirmada na Louisiana desde 2013.
Enquanto a menina estava internada, moradores da cidade onde ela morava organizaram a campanha "Love for Lillian".
Lojas e restaurantes destinaram parte da arrecadação de um dia à família, no aniversário da menina. Muita gente vestiu camisetas com o nome da campanha.
O que é a Ameba Comedora de Cérebro?
A Naegleria fowleri vive em lagos, rios e canais de água doce morna, sobretudo quando a temperatura passa dos 25°C.
Ela entra pelo nariz e, ao chegar ao cérebro, pode causar meningoencefalite amebiana primária, quase sempre fatal.
Entre 1937 e 2025, foram confirmados cerca de 180 casos no país inteiro. A infecção não passa de pessoa para pessoa.
Por décadas, os registros ficaram concentrados no verão, em estados do sul. Recentemente, também apareceram casos em Maryland, Indiana e Minnesota.
Não existe teste de rotina capaz de detectar o organismo na água antes que alguém seja infectado.
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