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Estados Unidos na América Latina: americanos planejam levar guerra contra cartéis para terra firme

Chefe do Pentágono diz que Washington trabalha com Colômbia, Equador e outros aliados para ampliar operações além dos ataques contra suspeitos.

Por
Gabriel Costa
Publicado em
Pete hegseth
Fonte da imagem: The New York Times

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A ofensiva americana contra o narcotráfico pode sair do mar e chegar à terra firme na América Latina.

O secretário de Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, afirmou que Washington planeja operações terrestres contra organizações ligadas ao tráfico de drogas na região.

A declaração aconteceu nesta quarta-feira (12), durante visita a um centro de treinamento na selva do Panamá.

Segundo Hegseth, o objetivo é repetir em terra o modelo usado pelos EUA em ataques contra embarcações suspeitas de transportar drogas no Caribe e no Oceano Pacífico.

“Será o mesmo efeito em terra”.

Ele disse que os Estados Unidos trabalham com países como Colômbia e Equador para levar a ofensiva contra as chamadas DTOs, sigla usada por Washington para organizações designadas como terroristas.

A fala marca uma possível ampliação da política antidrogas do governo Donald Trump na América Latina.

Desde setembro do ano passado, os EUA realizam ataques militares contra embarcações apontadas como ligadas ao narcotráfico. Segundo dados divulgados pela imprensa, essas ações já deixaram mais de 200 mortos.

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Parceria entre os EUA e a Colômbia

Hegseth comparou os narcotraficantes a grupos como Estado Islâmico e Al-Qaeda.

“Em qualquer lugar onde você trafica drogas ou ameaça o povo americano ou nossos parceiros, você é um alvo, assim como o ISIS ou a Al-Qaeda”.

Na véspera, durante uma reunião da Coalizão das Américas contra Cartéis, o secretário afirmou que a Colômbia autorizou operações militares conjuntas contra “terroristas e redes terroristas”.

A coalizão reúne países aliados dos Estados Unidos no combate aos cartéis. O México, onde atuam algumas das organizações criminosas mais poderosas da região, não integra o grupo.

A nova etapa da estratégia, porém, já enfrenta críticas.

Juristas, parlamentares americanos e organizações de direitos humanos questionam a legalidade dos ataques no mar. Para críticos, as operações podem configurar execuções extrajudiciais.

O governo Trump afirma que os Estados Unidos estão em “conflito armado” contra cartéis de drogas e classifica os mortos nos ataques como “combatentes ilegais”.

Hegseth rejeitou a ideia de tratar os suspeitos apenas pela via judicial.

“Não vamos submetê-los a um processo judicial, onde sabemos que serão liberados. Vamos destruir essas redes com todas as capacidades do governo americano”.

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