Para os cristãos do mundo, a sexta-feira santa é o momento de relembrar a morte de Jesus Cristo. Mas, para Lindalva Justo de Oliveira, aquela manhã de 9 de abril de 1993 reservava o seu próprio martírio.
Ela era uma Freira, servia café da manhã aos idosos do abrigo Dom Pedro II, em Salvador. Não percebeu quando seu assassino se aproximou por trás, carregando uma peixeira amolada e uma obsessão doentia.
A tragédia começou muito antes do primeiro golpe, com um erro que jamais deveria ter acontecido.
O assassino, Augusto da Silva Peixoto, de 46 anos, entrou no abrigo por indicação de um político. Forte e saudável, ele ocupou indevidamente uma vaga que deveria ser de um idoso.
Esse descuido administrativo colocou um predador dentro da casa daqueles que dedicavam a vida a servir aqueles idosos.
É o tipo de mal-entendido que escala para o desastre. Augusto nutriu uma paixão obsessiva pela freira que cuidava dele, confundindo o zelo religioso dela com interesse romântico.
Quando Lindalva, tentando afastá-lo, disse que "já havia entregado seu amor a outro homem", referindo-se a Jesus Cristo, a mente perturbada de Augusto criou um rival.
Ele chegou a sentir ciúmes de um idoso apelidado de "Coração", a quem Lindalva tratava com atenção especial.
O desfecho foi brutal. Tocada no ombro, Lindalva virou-se e recebeu 44 facadas.

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