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Originais BP
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Quem foi Joana d’Arc? A jovem condenada à fogueira e depois declarada santa

Jovem camponesa afirmava ouvir vozes que diziam que sua missão era salvar a França.

Por
Gabriel Costa
Publicado em
16/1/2026 14:04
Reprodução

Uma camponesa francesa de apenas 13 anos afirmou receber mensagens sobrenaturais e, em poucos meses, passou a liderar tropas francesas contra a ocupação inglesa.

Ela foi decisiva para a coroação do rei da França, mas acabou sendo julgada por heresia e condenada à morte na fogueira.

Anos depois, a própria Igreja revisou o processo e a declarou santa, transformando-a em um dos maiores símbolos franceses.

Quem foi Joana D’Arc?

Joana d’Arc nasceu em 1412 em uma pequena vila. Por ocasião da Guerra dos Cem Anos, um conflito entre França e Inglaterra pelo trono e pelo controle do território francês. Desde cedo, Joana conviveu com invasões inglesas e com a destruição do local onde morava.

Ainda adolescente, Joana afirmava ouvir vozes que identificava como São Miguel Arcanjo, Santa Catarina e Santa Margarida.

Segundo seus relatos, as vozes diziam que ela tinha uma missão: libertar a França dos ingleses e coroar o legítimo rei.

A crise do trono francês

A França vivia uma crise profunda. Um tratado havia transferido o trono francês aos ingleses, enquanto Carlos, príncipe da França, permanecia isolado e sem forças militares.

Nesse contexto, Joana deixou sua vila e procurou autoridades locais até conseguir ser levada ao encontro do herdeiro, no castelo de Chinon.

Ela foi autorizada a acompanhar o exército, após ser examinada pela corte. Liderou os militares em uma série de ofensivas, mesmo sem experiência. Em 1429, ajudou a romper o cerco de Orléans, mudando o rumo da guerra.

A jovem conduziu o príncipe Carlos até Reims, cidade tradicional das coroações francesas. Em julho daquele ano, ele foi aclamado rei como Carlos VII. 

As guerras não terminaram

Enquanto o novo rei passou a priorizar acordos diplomáticos, Joana seguiu defendendo a necessidade de novas ofensivas. Em 1430, durante um confronto próximo à cidade de Compiègne, foi capturada por aliados dos ingleses.

Foi levada a julgamento por um tribunal conduzido por ingleses. Acusada de heresia e bruxaria, teve pouca chance de defesa e foi interrogada repetidamente sobre suas visões.

Durante o julgamento, os acusadores tentaram colocá-la em contradição ao perguntar se Joana se considerava uma pessoa sem pecados. Qualquer resposta poderia ser usada contra ela. Joana respondeu que não sabia.

“Eu não sei se estou em estado de graça, se eu não estiver que Deus me ponha nela. Se eu estiver que ele me mantenha nela.”

Pouco depois, o bispo deu a sentença em praça pública. Embora declarasse que seus pecados estavam perdoados, determinou que ela fosse executada por razões disciplinares.

Joana d’Arc foi queimada viva em 1431, aos 19 anos, em Rouen.

Joana foi declarada inocente após sua morte

A morte não encerrou o caso. Anos depois, chegaram ao Vaticano relatos sobre irregularidades no julgamento.

O papa Calisto III autorizou a reabertura do processo. Após ouvir testemunhas e revisar os autos, a Igreja declarou Joana inocente em 1456, reconhecendo falhas graves no tribunal que a condenou.

O papa também excomungou postumamente Pierre Cauchon, responsável por condenar a jovem, por seu processo e sentença injusta contra a francesa

Séculos mais tarde, Joana d’Arc foi beatificada por Pio X e canonizada por Bento XV, em 1920. Hoje, é reconhecida como uma das santas padroeiras da França.

Uma simples camponesa mudou o rumo da França e se tornou uma das figuras mais documentadas da Idade Média.

A nova produção da Brasil Paralelo, A Vida dos Santos, acompanha essa trajetória enquanto Joana enfrenta guerras, perseguições e escolhas difíceis, buscando viver com coerência em meio ao seu tempo.

Dia 26 de janeiro, às 20h, estreia gratuitamente o primeiro episódio.

Um convite para conhecer essas trajetórias de perto e entender por que, mesmo séculos depois, elas ainda continuam sendo lembradas.

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