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Originais BP
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Pele arrancada e cabeças nas mãos: o que explica algumas das imagens mais curiosas dos santos?

Essas representações nasceram de histórias transmitidas ao longo de séculos.

Por
Gabriel Costa
Publicado em
19/1/2026 15:47
Reprodução

Homens retratados sem a pele. Outros caminhando com a própria cabeça nas mãos. Um gigante carregando uma criança em meio a um rio.

Essas imagens atravessaram séculos e nasceram de relatos sobre pessoas cujas vidas passaram a inspirar gerações. Por trás delas, está a tentativa de registrar, em forma visual, como viveram e como morreram.

São Bartolomeu: o apóstolo que teve sua pele arrancada

São Bartolomeu é citado nos Evangelhos como um dos apóstolos de Jesus. As informações sobre sua vida surgem em tradições posteriores.

Segundo relatos do livro Legenda Áurea, Bartolomeu viajou para regiões da Ásia, onde anunciou o cristianismo e travou conflitos com autoridades locais e líderes religiosos.

Bartolomeu teria sido executado de forma extrema: esfolado vivo, com a pele arrancada e decapitado em seguida.

É dessa narrativa que surgem representações artísticas em que Bartolomeu aparece segurando uma faca ou a própria pele.

Representação de São Bartolomeu na Capela Sistina. Imagem: reprodução.

Essas imagens se tornaram comuns na arte ocidental, especialmente a partir do Renascimento, quando artistas também se interessavam pelo estudo detalhado do corpo humano.

Santa Luzia de Siracusa

Santa Luzia viveu entre os séculos III e IV, em Siracusa, na Sicília, durante o período das perseguições romanas aos cristãos.

Ela fez voto de castidade e distribuiu seus bens aos pobres, isso provocou a reação das autoridades locais.

Denunciada e torturada, ela se recusou a renunciar à fé cristã e foi morta pelo imperador Diocleciano.

Versões posteriores passaram a associá-la à perda dos olhos, o que explica representações em que ela aparece com um prato contendo os seus olhos.

Santa Luzia. Imagem: reprodução.

Santa Águeda de Catânia

A jovem viveu no mesmo período de Luzia. De família nobre, ainda na adolescência, prometeu manter sua virgindade e dedicar a vida ao serviço religioso.

Por esse motivo, rejeitou uma proposta de casamento feita pelo governador da Sicília.

Águeda foi presa e torturada por não renunciar à fé cristã. Durante seus sofrimentos, teve seus seios arrancados. O episódio passou a marcar sua memória e suas representações ao longo dos séculos.

Imagem de Santa Agueda. Imagem: reprodução.

Seu culto se espalhou especialmente pela Itália e pelo sul da Europa, onde passou a ser mencionada nos principais textos cristãos.

São Pedro de Verona: o juiz assassinado

Conhecido também como Pedro Mártir, viveu no século XIII. Nasceu em uma região marcada pela presença do catarismo, um movimento religioso que rejeitava a autoridade da Igreja e defendia uma visão própria sobre fé e moral.

Tornou-se um dos principais juízes contra os cátaros no norte da Itália. Sua atuação o colocou em confronto direto com esses grupos.

De acordo com a Legenda Áurea, Pedro de Verona foi assassinado em uma emboscada. Ele foi golpeado na cabeça com uma lâmina e morto após outros ataques.

Imagem de São Pedro de Verona. Imagem: reprodução.

Por isso, passou a ser representado com um facão cravado na cabeça, além de símbolos ligados à pregação e ao martírio.

Dionísio de Paris: o homem que carregou a própria cabeça

Também chamado de São Dinis, viveu no século III e foi enviado para pregar na França. Preso durante perseguições romanas, foi decapitado.

A narrativa afirma que, após a execução, Dionísio carregou a própria cabeça até o local onde desejava ser enterrado.

Imagem de São Dionísio de Paris. Imagem: reprodução.

Por esse feito, passou a ser chamado de cefalóforo, termo grego que significa “aquele que carrega a cabeça”.

Outros santos que também teriam carregado suas cabeças após serem decapitados são Afrodísio de Béziers, Justo de Beauvais e Nicácio. Essas histórias circularam na Europa medieval e ajudaram a moldar o imaginário religioso da época.

São Cristóvão, o gigante

Segundo a Legenda Áurea, Cristóvão foi um gigante que buscava servir ao senhor mais poderoso do mundo. Ele se apresentou diante de um rei cristão que o acolheu em sua corte.

Cristóvão percebeu que o rei se benzia sempre que ouvia o nome do diabo. Ao perguntar o motivo, ouviu que o gesto era feito por medo de que o mal lhe causasse algum dano.

Cristóvão concluiu que, se o rei temia o diabo, então existia alguém mais poderoso do que ele.

A partir disso, decidiu deixar a corte para procurar aquele que considerava o verdadeiro senhor mais forte do mundo.

Após encontrar um monge, Cristóvão tomou conhecimento de Cristo. Orientado por ele, passou a servi-lo ajudando viajantes a atravessar um rio, já que ele tinha uma grande estatura.

Em uma dessas travessias, teria carregado uma criança que revelou ser Jesus, episódio que explica o nome “Cristóvão”, aquele que carrega Cristo.

São Cristóvão. Imagem: reprodução.

Apesar das diferenças de época, o intuito dessas imagens é mostrar vidas marcadas por escolhas feitas em nome da fé, mesmo quando isso significava perder a própria vida.

Seja um apóstolo ou uma donzela, todos enfrentaram a decisão de viver de forma coerente com aquilo em que acreditavam. Isso os tornou pessoas consideradas dignas de imitação: santos.

Para resgatar algumas dessas histórias, a Brasil Paralelo apresenta a série A Vida dos Santos.

A produção acompanha personagens que enfrentaram perseguições e decisões extremas, mostrando por que essas trajetórias continuam sendo lembradas séculos depois.

O primeiro episódio estreia gratuitamente no dia 26 de janeiro, às 20h.

Clique aqui e garanta sua vaga gratuitamente.

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