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Filme sobre Bolsonaro é exibido nos EUA após polêmica com dinheiro de Vorcaro

Produção foi exibida em evento conservador nos EUA. Eduardo Bolsonaro disse que o filme será um “pesadelo para a esquerda”.

Por
Gabriel Costa
Publicado em
Dark Horse
Fonte da imagem: Divulgação

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Antes mesmo de chegar ao público, Dark Horse já tinha virado assunto no Brasil. O filme sobre a vida de Jair Bolsonaro e estrelado por Jim Caviezel esteve no centro de uma polêmica envolvendo o financiamento da produção.

A obra foi financiada pelo banqueiro Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master e alvo da operação que investiga o maior escândalo bancário da história do país.

Longe da terra de Bolsonaro, porém, o filme teve sua primeira exibição pública.

A pré-estreia aconteceu na noite de segunda-feira, 15, nos Estados Unidos, durante o Fraud-Fighter Summit, evento conservador que pode ser traduzido como “Cúpula de Combate à Fraude”.

Eduardo Bolsonaro participou da exibição e de um painel após o filme. No palco, apresentou a obra como parte de uma disputa cultural.

Eduardo afirmou que o filme será um pesadelo para a esquerda

“O que mais gosto é a guerra cultural. Por exemplo, esse filme aqui vai ser um pesadelo para a esquerda”.

O ex-deputado também explicou por que o filme foi gravado em inglês. Segundo ele, a ideia é levar a história de Bolsonaro para fora do Brasil.

“Não está em português, está em inglês, de propósito. Se fizermos algo no Brasil, eles bloqueiam facilmente, mas também porque queremos que este filme seja um sucesso mundial”.

Ao falar sobre as reações políticas à produção, Eduardo mencionou a ação do PT na Justiça Eleitoral para tentar barrar a exibição do filme no Brasil antes da eleição de 2026.

“O Partido dos Trabalhadores, que é o partido do atual ocupante da Presidência da República, entrou com uma ação contra nós na Justiça Eleitoral tentando censurar este filme até a eleição”.

O pedido foi rejeitado pelo presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques.

Sobre Vorcaro, Eduardo não comentou.

Filme pode ajudar Flávio nas eleições

O diretor Cyrus Nowrasteh também deixou claro que vê Dark Horse como uma obra com impacto político.

Ele disse esperar que o filme seja visto no Brasil e ajude Flávio Bolsonaro em uma eventual disputa presidencial.

“Eles reconhecerão a sua própria história, a sua história recente, e levarão Flávio Bolsonaro ao poder como o próximo presidente do Brasil”.

De acordo com Jim Caviezel a estreia está prevista para 11 de setembro de 2026.

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Relembre a polêmica sobre o financiamento do filme

A questão do financiamento veio à tona depois que uma reportagem do The Intercept revelou conversas entre Vorcaro e Flávio Bolsonaro sobre o patrocínio do filme.

Nos áudios, Flávio cobrava o pagamento combinado para a produção e tratava o banqueiro como amigo.

Segundo as publicações, ao menos US$10,6 milhões foram pagos entre fevereiro e maio de 2025. O valor passa de R$60 milhões na cotação da época.

Flávio nega irregularidades. A explicação dele é simples: o dinheiro era privado, o filme também, e não houve uso da Lei Rouanet ou incentivo fiscal.

“A minha relação com ele foi única e exclusivamente por causa do filme”, disse Flávio em evento em São Paulo. Para o senador, tratava-se de “uma relação privada, um investimento, e a pessoa teria um retorno”.

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