Flávio Bolsonaro já havia pedido a abertura de uma investigação parlamentar sobre o caso e alegado que o dinheiro é fruto de negociações privadas.

A Polícia Federal (PF) vai investigar os repasses de Daniel Vorcaro para o filme Dark Horse, que conta a história de Bolsonaro, após receber a autorização de André Mendonça.
Flávio Bolsonaro não se pronunciou sobre a decisão até o momento, mas anteriormente chegou a pedir a abertura de uma CPI para investigar o caso.
Além disso, afirmou que as negociações envolviam recursos privados e que não tinha conhecimento do esquema por trás do Banco Master.
O ministro do STF deu a permissão ontem (22) e o inquérito será aberto ainda hoje na Diretoria de Combate ao Crime Organizado e à Corrupção (Dicor).
Essa decisão atende a um pedido da própria PF, que já havia recebido um parecer favorável da Procuradoria-Geral da República (PGR).
Foi o próprio Mendonça que pediu para que o órgão fizesse uma manifestação oficial sobre como deveria seguir com o caso.
O líder do governo Lula na Câmara dos Deputados, Lindbergh Farias (PT-RJ), também havia pedido pela abertura de um inquérito, porém recebeu um parecer negativo da PGR.
O caso tem ganhado repercussão desde maio, quando uma conversa entre Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro vazou na mídia.
Nos áudios, o pré-candidato aparece pedindo ao empresário o valor de R$134 milhões para a produção.
Apesar dos valores negociados, Vorcaro chegou a mandar apenas uma parte do valor, avaliada em R$61 milhões.
Na época que o financiamento se tornou público, o senador pediu a abertura de uma CPI para o parlamento investigar o caso:
“Mais do que nunca é fundamental a CPI do banco Master já! Vamos separar os bandidos dos inocentes.”
Ele também usou suas redes sociais para destacar que a bancada do PT no Congresso estava se opondo à ideia.
Além disso, Flávio afirmou que o dinheiro era privado e que não tinha relação com nenhum caso de corrupção:
“Toda essa história que está sendo veiculada agora nada mais é do que um filho procurando investidores privados para fazer um filme privado sobre a história do seu próprio pai. Zero de dinheiro público, zero da Lei Rouanet, como esse governo gosta de fazer, gastar dinheiro público para fazer autopropaganda deles mesmos.”
Na mesma semana em que a PF mira o filme de Bolsonaro, os agentes também intimaram o senador Jaques Wagner a depor sobre o caso.
O ex-líder do PT no Senado é acusado de defender os interesses do Banco Master em troca de vantagens indevidas.
Um apartamento de luxo em Salvador, avaliado em R$2,5 milhões, e repasses feitos a empresas de familiares estão sob suspeitas.
O portal Metrópoles já havia dito que o parlamentar foi responsável por intermediar negócios milionários entre o Banco Master e pessoas ligadas ao PT, como Guido Mantega e Ricardo Lewandowski.
“A maior fraude bancária na história do Brasil”, foi assim que Fernando Haddad classificou o caso do Banco Master.
Agora, policiais e jornalistas estão revelando que o Vorcaro mantinha uma ampla rede de contatos com alguns dos nomes mais poderosos do Brasil.
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