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Polícia Federal intima ex-líder do governo Lula a depor no caso Banco Master

De acordo com a defesa, Jaques Wagner deve permanecer em silêncio durante a oitiva.

Por
Gabriel Costa
Publicado em
Jaques Wagner
Fonte da imagem: Agência Senado

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O senador Jaques Wagner foi intimado pela Polícia Federal a depor no inquérito que investiga às irregularidades do Banco Master. A oitiva será presencial, na sede da Superintendência da PF em Brasília.

Wagner é apontado pelos investigadores como um dos principais beneficiados pelo esquema. 

Ele teria atuado como agente público em favor de quem foram estruturados pagamentos, benefícios e aquisições de bens.

A investigação aponta proximidade entre o senador e o banqueiro Augusto Lima, ex-sócio de Daniel Vorcaro e dono do Banco Pleno, instituição também liquidada pelo Banco Central.

  • Entenda a polêmica envolvendo o Banco Master no canal da Brasil Paralelo.

Aviões, shows e um apartamento de R$ 2,5 milhões

Wagner foi alvo da 9ª fase da Operação Compliance Zero, deflagrada em 18 de junho com autorização do STF. Na ocasião, endereços ligados a ele em Salvador e Brasília foram alvo de mandados de busca e apreensão.

Segundo os investigadores, o senador teria recebido benefícios indevidos ao longo dos últimos anos, incluindo uso frequente de aeronaves ligadas ao grupo de Vorcaro, ingressos para shows e a negociação de um apartamento de luxo em Salvador, avaliado em cerca de R$ 2,5 milhões.

A PF suspeita que o imóvel tenha sido adquirido por Augusto Lima, com participação de intermediários ligados ao grupo investigado, para beneficiar o parlamentar.

Também há suspeitas sobre repasses que somam R$3,5 milhões em nome de familiares de Wagner, além de possível atuação do senador no Congresso em favor de interesses do Master, incluindo apoio a uma medida que ficou conhecida como "Emenda Master".

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Senador nega irregularidades

Wagner nega qualquer irregularidade. Segundo sua versão, ele procurou Augusto Lima para comprar o apartamento de forma temporária, com o compromisso de recomprá-lo depois para a própria filha.

O Metrópoles já havia revelado, em março, que a empresa da esposa do enteado de Wagner firmou um contrato de R$12 milhões com uma instituição financeira controlada por Vorcaro.

Dias depois da operação de junho, o senador se reuniu com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva no Palácio da Alvorada e anunciou a saída da liderança do governo no Senado.

"Neste momento, minha prioridade absoluta é provar minha inocência e me dedicar à reeleição do presidente Lula e do governador Jerônimo Rodrigues, além da minha reeleição junto com Rui Costa para o Senado", escreveu na ocasião.

Nesta terça-feira (21), Wagner deve anunciar os nomes de sua chapa de suplentes para a campanha de reeleição ao Senado, durante evento na sede do PSD na Bahia.

A Brasil Paralelo investigou a teia criminosa em torno de Vorcaro com o documentário Raio X Banco Master.

O especial apresentado por Caio Coppola está disponível na plataforma de streaming.

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