Jaques Wagner desafiou alguém a encontrar relação entre ele e o escândalo dias antes.

O senador Jaques Wagner, líder do governo Lula no Senado, foi um dos alvos da 9ª fase da Operação Compliance Zero na manhã de hoje (18).
As investigações apontam que o parlamentar defendeu os interesses do Banco Master em troca de vantagens indevidas.
Um apartamento de luxo em Salvador, avaliado em R$2,5 milhões, e repasses feitos a empresas de familiares estão sob suspeitas.
O portal Metrópoles já havia dito que o parlamentar foi responsável por intermediar negócios milionários entre o Banco Master e pessoas ligadas ao PT, como Guido Mantega e Ricardo Lewandowski.
Uma das principais acusações contra o senador envolve o apoio a uma proposta para aumentar a cobertura do Fundo Garantidor de R$250 mil para R$1 milhão.
De acordo com os oficiais, essa proposta foi construída por funcionários do Banco Master e apresentada por Ciro Nogueira (PP).
Nenhuma alteração teria sido feita pelo congressista, que reproduziu “de forma integral” o que o Banco havia encaminhado
Em uma mensagem atribuída a Vorcaro, o banqueiro chegou a dizer que o projeto “saiu exatamente como mandei”.
Segundo os agentes envolvidos, os autores do projeto chegaram a dizer que a mudança poderia “sextuplicar” a atuação do Master e causar uma “hecatombe” no sistema financeiro.
Poucos dias antes, ele fez um discurso no qual criticou a imprensa por questionar a ligação entre o Banco Master e seu partido. O vídeo com a fala foi publicado no dia 16.
Nesta semana, a revista Veja falou sobre negócios que envolveriam Vorcaro e membros da alta cúpula do PT na Bahia.
Em sua fala na tribuna do Senado, Wagner criticou a cobertura e afirmou que processará a publicação.
“Eu já desafiei vários a me mostrarem qual foi a investigação da federal que encontrou algo sobre meu comportamento e o comportamento do ex-governador Rui Costa”.
A fala seguiu com fortes críticas aos vazamentos da operação e comparações com a Operação Lava Jato:
“É uma guerra de narrativas, o instituto da leviandade nas instituições, na imprensa e nas redes brasileiras precisa ter um ponto final”.
“A maior fraude bancária na história do Brasil”, foi assim que Fernando Haddad classificou o caso do Banco Master.
Agora, policiais e jornalistas estão revelando que o Vorcaro mantinha uma ampla rede de contatos com alguns dos nomes mais poderosos do Brasil.
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