Banqueiro montou uma milícia com policiais corruptos e até mesmo um bicheiro.

Enquanto argumentava contra o posicionamento de Gilmar Mendes, que comparou o caso Master com a Operação Lava Jato, André Mendonça destacou as diferenças entre os dois.
Segundo o ministro, a rede criminosa criada por Vorcaro não foi apenas um grupo que fazia crimes de colarinho branco.
Apesar de envolver políticos e cifras bilionárias, os criminosos criaram uma rede mafiosa para se proteger.
Eles contavam até com policiais e bicheiros dispostos a ameaçar e matar pessoas de interesse e desafetos.
O bicheiro Manoel Mendes Rodrigues estava entre os homens acionados por Vorcaro e seu pai.
Esse criminoso teria armas de grosso calibre e chegou a defender o assassinato de policiais militares que não estivessem ligados a seus esquemas.
O voto foi marcado pela leitura de mensagens do Whatsapp na qual o grupo falava sobre ameaçar pessoas de interesse do banqueiro.
Eles chegavam a pedir o levantamento de informações confidenciais dos alvos e familiares em sistemas da Polícia Federal e agências do governo.
Além das conversas que mostram como o grupo agia de maneira violenta, o ministro também leu relatos de vítimas.
As histórias contam cenas de terror, de pessoas que tiveram que fugir de suas casas após serem ameaçadas de morte pelo grupo.
Essa organização era formada por policiais corruptos e integrantes do jogo do bicho no Rio de Janeiro.
Mendonça é um dos entrevistados no documentário O Brasil Evangélico, acompanhe os canais da Brasil Paralelo para mais informações.
“A maior fraude bancária na história do Brasil”, foi assim que Fernando Haddad classificou o caso do Banco Master.
Agora, policiais e jornalistas estão revelando que o Vorcaro mantinha uma ampla rede de contatos com alguns dos nomes mais poderosos do Brasil.
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