Ministro destacou que esquema do Master é marcado pela violência.

Em seu voto sobre a prisão do pai de Daniel Vorcaro, o ministro André Mendonça criticou a posição de Gilmar Mendes.
O decano da Corte criticou o que chamou de “expedientes que guardam desconfortante semelhança” com a Lava Jato”.
Entre os pontos destacados estiveram o vazamento de informações pessoais dos investigados.
Além disso, destacou a aplicação de medidas cautelares contra familiares de investigados e pessoas de interesse:
“Não basta que o delator apresente informações úteis. É indispensável que a escolha de colaborar seja fruto de autodeterminação genuína, preservada de constrangimentos indevidos e de circunstâncias capazes de comprometer a liberdade de sua vontade”, afirmou.
Em resposta ao questionamento, Mendonça destacou que o grupo de Vorcaro agia com violência:
“Não estamos aqui a julgar a Lava Jato… Aqui há contornos de máfia, de crime organizado, mafioso, de fuzis, e metralhadoras, de armas raspadas, de infiltração no sistema policial”.
Ele também lembrou que o próprio Gilmar Mendes havia dito que era preciso coragem para ocupar o cargo:
“Vossa Excelência apontou que para ser ministro do Supremo é preciso ter coragem e me lembro do que lhe respondia a ocasião. Não tenho medo da morte, quanto mais de ser ministro de um tribunal. Não tenho medo de combater o crime aplicando a lei.”
Mendonça é um dos entrevistados no documentário O Brasil Evangélico, acompanhe os canais da Brasil Paralelo para mais informações.
“A maior fraude bancária na história do Brasil”, foi assim que Fernando Haddad classificou o caso do Banco Master.
Agora, policiais e jornalistas estão revelando que o Vorcaro mantinha uma ampla rede de contatos com alguns dos nomes mais poderosos do Brasil.
Entenda o caso a fundo com o especial da Brasil Paralelo, Raio-X Banco Master, com a apresentação de Caio Coppola.
Clique aqui e garanta acesso a essa e todas as produções originais por apenas R$10 ao mês.