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Líder do governo Lula no Senado é alvo de operação sobre o Banco Master

Em discurso divulgado antes da operação, o senador havia dito que não havia um caso contra ele.

Por
Rafael Lorenzo M. Barretti
Publicado em
Governador Jaques Wagner
Fonte da imagem: Agências Brasil

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O senador Jaques Wagner, líder do governo Lula no Senado, foi um dos alvos da 9ª fase da Operação Compliance Zero na manhã de hoje (18).

As investigações apontam que o parlamentar defendeu os interesses do Banco Master em troca de vantagens indevidas.

Um apartamento de luxo em Salvador, avaliado em R$2,5 milhões, e repasses feitos a empresas de familiares estão sob suspeitas.

Senador apoiou projeto escrito pelo Banco Master

Uma das principais acusações contra o senador envolve o apoio a uma proposta para aumentar a cobertura do Fundo Garantidor de R$250 mil para R$1 milhão.

De acordo com os oficiais, essa proposta foi construída por funcionários do Banco Master e apresentada por Ciro Nogueira (PP).

Nenhuma alteração teria sido feita pelo congressista, que reproduziu “de forma integral” o que o Banco havia encaminhado

Em uma mensagem atribuída a Vorcaro, o banqueiro chegou a dizer que o projeto “saiu exatamente como mandei”.

Segundo os agentes envolvidos, os autores do projeto chegaram a dizer que a mudança poderia “sextuplicar” a atuação do Master e causar uma “hecatombe” no sistema financeiro.

Jaques Wagner diz que não teve relação com o caso

Nesta semana, a revista Veja falou sobre negócios que envolveriam Vorcaro e membros da alta cúpula do PT na Bahia.

Em uma fala na tribuna do Senado, Wagner criticou a cobertura e afirmou que processará a publicação.

Eu já desafiei vários a me mostrarem qual foi a investigação da federal que encontrou algo sobre meu comportamento e o comportamento do ex-governador Rui Costa”.

A fala seguiu com fortes críticas aos vazamentos da operação e comparações com a Operação Lava Jato:

É uma guerra de narrativas, o instituto da leviandade nas instituições, na imprensa e nas redes brasileiras precisa ter um ponto final”.

O portal Metrópoles já havia dito que o parlamentar foi responsável por intermediar negócios milionários entre o Banco Master e pessoas ligadas ao PT, como Guido Mantega e Ricardo Lewandowski. 

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Quem foram os outros alvos desta fase da operação?

O ex-sócio de Vorcaro e dono do Banco Pleno, que foi liquidado pelo Banco Central, também está entre os alvos desta fase da operação.

Ao todo, os agentes cumpriram 18 mandados ligados a alvos em São Paulo, Distrito Federal e Bahia. A operação também mirou nomes como:

  • senador Jaques Wagner (PT-BA);

  • Augusto Ferreira Limar;

  • Eduardo Mendonça Sodré Martins, enteado de Jaques Wagner;

  • Bonnie Toaldo Bonilha;

  • Patrich Toaldo Bonilha;

  • Guilherme Henrique Sodré Martins, pai de Eduardo Sodré e pessoa de confiança de Jaques Wagner;

  • Valério Marega Júnior;

  • David Lopes Monteiro;

  • Luiz Antonio Lombardi;

  • Andréa Lima Novaes;

  • BN Financeira Ltda.;

  • BN Representações Tecnológicas Ltda.;

  • PKL One Participações S.A. (Credcesta);

  • Terra Firme da Bahia Ltda.;

  • GF4.15 Participações e Consultoria Ltda.

Entenda o caso do Banco Master

A maior fraude bancária na história do Brasil”, foi assim que Fernando Haddad classificou o caso do Banco Master.

Agora, policiais e jornalistas estão revelando que o Vorcaro mantinha uma ampla rede de contatos com alguns dos nomes mais poderosos do Brasil.

Entenda o caso a fundo com o especial da Brasil Paralelo, Raio-X Banco Master, com a apresentação de Caio Coppola.

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