O que é o Grupo Fictor? Empresa tentou comprar o Banco Master e é acusada de ligação com Comando Vermelho
A defesa do CEO disse que ainda não teve acesso às provas e que apenas seu celular foi apreendido.

O grupo Fictor era uma empresa de participações e gestão de negócios que chegou a patrocinar o Palmeiras.
Agora, o CEO, Rafael de Gois, está sendo investigado por um esquema de fraudes bancárias, estelionato e lavagem de dinheiro que pode ter movimentado mais de R$500 milhões.
A apuração faz parte da Operação Fallax, da Polícia Federal, que teve ações em ao menos três estados nesta quarta-feira (25).
Ao todo, foram expedidos 43 mandados de busca e apreensão e 21 de prisão preventiva.
Entre os alvos estão executivos ligados ao grupo, além de funcionários de instituições financeiras.
Descubra como funcionava a rede de lavagem de dinheiro
Segundo a PF, as investigações começaram em 2024, após a identificação de indícios de um esquema para obtenção de vantagens ilícitas.
O modelo envolvia a cooptação de funcionários de bancos e o uso de empresas para movimentar valores e ocultar recursos.
Com o avanço das investigações, os agentes mapearam uma rede complexa de operações financeiras suspeitas, que incluía a manipulação de dados bancários e a criação de empresas de fachada.
A Justiça Federal autorizou medidas como quebra de sigilo bancário e fiscal de dezenas de pessoas e empresas, além do bloqueio de bens que pode chegar a R$47 milhões.
De acordo com a Polícia Federal, o esquema utilizava estratégias como:
criação em massa de empresas de fachada;
uso de “laranjas” para abertura de CNPJs;
contabilidade fraudada para simular faturamento elevado;
movimentações financeiras artificiais para criar histórico bancário;
participação de funcionários de bancos, que inseriam dados falsos;
inadimplência planejada após obtenção de crédito.
Na prática, essas empresas aparentavam operar normalmente, pagavam tudo em dia e simulavam atividades econômicas.
Isso permitia acesso a crédito em instituições financeiras, mas depois os valores obtidos eram desviados e circulavam entre diferentes contas e empresas, dificultando o rastreamento.
Em muitos casos, o dinheiro era convertido com a compra de bens de luxo ou criptomoedas.
Qual a relação do Grupo Fictor com o Comando Vermelho?
A investigação descobriu que a estrutura utilizada por empresas ligadas ao grupo Fictor era semelhante à empregada por células do Comando Vermelho para lavar dinheiro.
Durante uma investigação sobre o bonde do Magrelo, ligado ao CV no interior paulista, foi descoberto que o grupo usava empresas de fachada administradas por Thiago Branco de Azevedo, conhecido como Ralado.
O celular dele tinha o contato de diversos executivos do Grupo Fictor, que mantinham conversas.
O delegado Florisvaldo Neves chegou a afirmar que as conversas confirmam que a empresa utilizava os mesmos CNPJs que a facção:
"As comunicações mostram pedidos dos executivos da Fictor para movimentar dinheiro nessa estrutura de empresas de fachada agora sob investigação".
O que a defesa disse?
Os advogados do CEO Rafael Goiás disseram que ainda não tiveram acesso às provas e que apenas seu celular foi apreendido:
"Foi realizada hoje diligência de busca e apreensão na residência de Rafael Góis, CEO da Fictor, no âmbito de investigação conduzida pela Polícia Federal. Apenas o seu celular foi apreendido. Tão logo sua defesa tenha acesso ao conteúdo da investigação, serão prestados os esclarecimentos necessários às autoridades competentes, com o objetivo de elucidar os fatos".
![[LEAD] Cobertura eleições](/_next/image?url=https%3A%2F%2Fmkt.brasilparalelo.com.br%2Fcampanhas%2Fb3bb3a65-bb6b-4163-ad5d-7736017b774e.webp&w=3840&q=75)
![[LEAD] Cobertura eleições](/_next/image?url=https%3A%2F%2Fmkt.brasilparalelo.com.br%2Fcampanhas%2Ff7990172-7b56-4abc-9465-3b8c2c550302.webp&w=3840&q=75)




















