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Mundo•5 min de leitura

Ex-candidata à presidência de esquerda é presa no Equador por receber dinheiro de Maduro na campanha

Apoiadores afirmam que Luisa González está enfrentando perseguição política por liderar a oposição.

Por
Rafael Lorenzo M. Barretti
•Publicado em
Luisa González durante ato de campanha no Equador
Fonte da imagem: LWS

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Próximo envio em
19h
53m
05s

A polícia do Equador prendeu nesta quinta-feira (22) a ex-candidata à presidência Luisa González por suspeita de financiamento irregular em sua campanha de 2023.

Os recursos teriam sido enviados pelo regime venezuelano, na época comandado por Nicolás Maduro.

González é a principal aliada do ex-presidente de esquerda Rafael Correa, que governou o país entre 2007 e 2017.

Ela disputou as eleições do país duas vezes, em 2023 e 2025, perdendo ambas as vezes para Daniel Noboa.

O Ministério Público informou que apresentaria acusações contra três pessoas suspeitas de lavagem de dinheiro.

No X, divulgou as iniciais dos detidos. Entre elas está L.M.G.A., que coincide com o nome completo de González. Segundo o órgão, a investigação apura:

“supostas irregularidades no financiamento político e no gasto eleitoral em publicidade durante a campanha presidencial de 2023, devido a inconsistências nas contribuições e na origem lícita dos recursos”.

Em janeiro, as autoridades já haviam feito uma busca na casa de González. Na ocasião, ela negou ter recebido dinheiro da Venezuela.

O Ministério Público não esclareceu se a prisão faz parte da mesma investigação iniciada em janeiro ou de um novo caso.

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Esquerda fala em “perseguição política”

A prisão foi anunciada por Correa nas redes sociais. Ele vive na Bélgica desde que deixou o cargo e é considerado foragido da Justiça equatoriana, após condenação por corrupção:

“Prenderam Luisa González. JÁ CHEGA!!!”.

A equipe de González sustenta que o caso é “apenas uma divergência administrativa” e classifica a operação policial como “perseguição política”.

A prisão aconteceu na província de Manabí, e as circunstâncias ainda não foram esclarecidas.

Segundo o partido Revolução Cidadã, as autoridades não informaram para onde ela foi levada.

Os advogados afirmam que estão impedidos de ver a cliente, o que violaria os direitos humanos e o devido processo legal.

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Partido de Correa está fora das eleições de novembro

A prisão ocorre em meio às críticas da Revolução Cidadã, maior partido de oposição do Equador, ao que considera obstruções do governo à sua participação nas eleições de novembro.

A disputa começou em março, quando o partido foi suspenso por nove meses por causa de uma investigação do Ministério Público por suposta lavagem de dinheiro.

González tentou se candidatar ao governo da província de Manabí, reduto histórico da esquerda.

Em setembro, o Tribunal Contencioso Eleitoral negou o registro, após uma contestação apresentada pelo partido governista ADN e pelo partido de direita Creo.

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